Quando a encontrei, da primeira vez, já eramos casados:
Foi um encontro casual nos destinos das amizades, que acontecem nas encruzilhadas da vida, sem que a gente programe tais acontecimentos, mas, que fazem parte do cotidiano... cheios de "surpresinhas!"
Ao sermos apresentados, olhamo-nos nos olhos e sentimos saudade de nós dois...
De algo que não sabíamos o que era, invadindo nossas almas e nos causando um certo sentimento, incontrolável, percebido pelos que nos rodeavam...
E sem saber porque, nos sentíamos felizes como uma criança, quando ganha um presente ou um gesto de amor...
E neste breve momento, viajamos por mares dantes navegados...
Era como se estivéssemos de volta ao pretérito, dos dias em que fomos felizes, quem sabe, em outras existências...
Era como se o mundo tivesse parado e nós bebíamos do cálice enebriante das emoções adormecidas...
Foi um instante que durou uma eternidade...
E passado esse êxtase repentino, voltamos ao mundo da realidade do presente, na convivência agradável, daqueles que eram nossos amigos e companheiros, "de copo e de cruz..." e "conversas de botequim..."
Mas, não deixamos que as lembranças do passado, cristalizadas em nossas almas imortais, fosse a razão de dores e desgostos daqueles que amamos, unidos pelo laços do matrimônio, para que a Lei de Causa e Efeito, fosse cumprida na sua íntegra, sem afetar o equilíbrio emocional de nosso cônjuge...
Hoje, sabemos quem fomos e o que, deveras, somos:
Almas gêmeas, nas afinidades espirituais, que tivemos, nesta vida, a chance da reabilitação, em coabitação fiel, com nossos "cobradores" dos deslizes do amor... em prístinas eras!
Essa - é a história da renúncia e:
O encontro de um grande amor!
Itanhaém, 24/06/2016
Jose Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
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