Deveríamos odiar a quem amamos e amar aqueles que odiamos, pois, o pensamento que me leva ao seu tirocínio pode ser resumido na observação simples e incontestável de que, quem nos faz sofrer muito mais nesta vida são, justamente, aqueles a quem amamos, tornando os nossos dias cheios de dor e amargura pela decepção, traição e desdem, que passam a fazer morada nos refolhos da nossa alma, ferida e dolorida de tantos reveses incompreendidos...
Ora, inimigo que a gente conhece e sabe quem é, nos deixa de sobreaviso para os possíveis relacionamentos porvindouros, que podem acontecer nas telas do tempo, mas, como escapar da falsidade de um grande amor ou de uma dita sincera amizade?...
Portanto, chego à conclusão que somos sado-masoquistas por amar mais do que odiar, nesta busca inglória da felicidade, que só nos descortina um mundo de dores, provas e expiações, no quesito dos sentimentos antagônicos entre entre o amar e odiar...
E o homem procura a razão destas emoções paradoxais, que leva ao sofrimento em nome do amor e não encontra "o fio da meada", que possa leva-lo a sair deste labirinto das emoções, inversamente proporcionais aos seus sentimentos, que nos causam dores quando nos deviam proporcionar alegrias e prazeres...
A resposta deve estar, creio, convictamente, no exercício do verbo PERDOAR, pois, se somos capazes de amar e perdoar aos nossos inimigos, porque não fazê-lo com aqueles que dizemos amar e cometeu uma falta contra nós, afetando a nossa vaidade, o nosso orgulho e o nosso egocentrismo latente, que carece ser higienizado com o amor e a compreensão, como se fosse água corrente lavando a nossa alma doente...
É das incompreensões e paradoxos da vida, que haurimos o benjoim do esquecimento, que ira balsamizar e cicatrizar nossas feridas e dores tenazes, irrompidas em nossas almas imortais.
E tenho dito!
Itanhaém, 18 de out de 2016
Jose Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
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