quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Minha mãe

Minha mãe é igual a tantas outras que estão por aí,
Ela é de carne e osso, mas, seu coração é diferente,
Ela foi a pessoa mais importante que na vida possuí,
Pois... foi ela quem me deu luz e me fez sentir gente!

Minha mãe - sempre a vi de joelhos rezando o terço,
E no seu colo deixei, muitas vezes, meu pranto rolar,
E quantas noites, sem dormir, embalou-me no berço,
Na doença, foi minha enfermeira... vivia a me beijar.

Minha mãe, era tão especial, tão maravilhosa, tão amiga,
Que um dia pensei... que seria melhor morrer antes dela:
Sem ela eu seria como o sedento - que a sede não mitiga!

Hoje, depois de tanto tempo, olhando pela fresta da janela,
Vejo crianças a brincar sem saber como será o dia de amanhã:
Minha mãe... era a mãe da minha mãe: Recordo-me do seu afã!

Minha avó:
Minha mãe morreu... e eu fiquei triste e desvalida criança inocente!
Minha avó - me criou ate a adolescência - foi a mãe que eu perdi,
Quando minha avó morreu, um pouco de mim se foi de repente,
Porém, ficaram os seus exemplos, a sua fé e o seu amor: Venci!

PS:
Nos caminhos da orfandade, felizes são aqueles que tem uma avó que supre a falta que uma mãe faz na educação de uma criança... 
E a mãe da minha mãe foi a minha mãe que a morte, pelas razões que desconheço, a levou do meu aconchego...
Minha avó rimou:
Dor com amor.
Solidão com paixão.
Fantasia com alegria.
Despedida com vida.
Minha avó foi a minha mãe!
Simplesmente, inesquecível!

Itanhaém, 16 de dez de 2016

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

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