No meu tempo,
quando era criança,
lembro-me muito bem,
das minhas andanças de trem,
lá no sul de Minas Gerais... esse tempo,
não tem como voltar... faz parte do meu passado!
Porém, não esqueço algumas importantíssimas insignificâncias:
No meu tempo:
Era gostoso comer doce de abóbora misturado com coco ralado...
Andar de carrinho de rolimã descendo a rua no seu declive sem fim...
Nadar nas lagoas... e nos ribeirões com água límpida, pura e transparente...
Soltar pipa com rabiola colorida, ao sabor dos ventos etésios do solstício de verão...
Brincar de esconde-esconde, jogo da velha, pular maré e outras brincadeira inocentes...
Flertar, amar e se apaixonar, quando a puberdade chegava com a força dos hormônios à flor da pele...
Quantas alegrias e quantas lembranças, que descrevê-las, creio que não devo,
mas, não resisto, e assim, vou pontilhando meu cotidiano nas emoções que escrevo...
Na verdade, tenho muita saudade desse tempo que precedeu a minha mocidade,
pois, as crianças, não tem a malícia dos marmanjos, que nos tornamos, antes da terceira idade...
Mas, a meninice, não passa de fogo fátuo, na rapidez com que se esvai nas telas da eternidade...
Hoje, procuro na memória... enquanto o Alzeimer não se apresenta para "apagar" as recordações...
As enfermidades, aparecem devido a uma série de fatores: Genética, desregramentos e destino...
Pense comigo e reflita por um momento:
Esse negócio de ficar "preso" ao pretérito é um erro em nossa existência... e o mais chato, é quando chegamos ao umbral da expectativa de vida, começamos a rememorar o passado... e dizemos:
" - No meu tempo... eu era assim e assado, era um atleta de perfil e porte helênico, belíssimo, gostoso, tinha saúde de ferro e cobiçado pelas mais lindas mulheres, às quais, sempre, dava uma chance de " ficar..." E por vai uma serie de "recuerdos" intermináveis...
Ficamos parecendo idiotas, chamados de "velho gagá", quando uma mulher percebe a nossa cobiça nos nossos gestos e olhares gulosos... é uma humilhação que nos torna, com o tempo, impermeáveis ao ridículo, por que nos tornamos desagradáveis ao convívio social...
As únicas recordações, realmente, salutares, são as da nossa infância, do nosso tempo de criança, da meninice, antes da puberdade... essas são intocáveis e verdadeiras!
De resto, é viver e não ter a vergonha de ser feliz!
" - No meu tempo... Cuidado com o que vai falar, viu?"
Nenhum comentário :
Postar um comentário