terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Vou indo, meio lá e meio cá...

Nadando de braçadas vou vencendo minhas ilusões, decepções e medos, no oceano imenso da minha imaginação, que vai ao infinito, bem fundo nas minhas dores e nos meus infaustos amores...
Gostaria de ser amado, paparicado e chamado de "meu bem", e que as mulheres que se apaixonassem por mim, de tal maneira, que a minha simples presença as fizessem felizes...
Nos meus sonhos, busquei a mulher perfeita, e aquela que fosse eleita, devia ter a beleza das deusas do Olimpo, onde tudo é maravilhoso e o pecado,  "mais gostoso."
Hoje, e sempre foi assim: O meu mar não está para "sereias..."
Não é reclamação, faz parte da minha imaginação, brincar com as coisas da vida, com os fatos, verdades dolorosas, mentiras piedosas, boatos e a insustentável beleza da vida, descrita pela verve do poeta, que busca em tudo, o sentido da própria existência...
Ora, dirás, tu que me lês: " - Perdeste o senso, oh vate da utopia e do inverossímil?"
- Nada disso, leitor amigo e confidente invisível: É nas viagens imaginárias e  nas raias da obviedade que descanso meus pesares, angústias e sonhos desfeitos.. sou assim, nasci assim e não quero que ninguém tenha dó de mim!
O homem nasce, vive e morre! Isto é inexorável!
Porque entrar em contendas nas arenas dos sentimentos e criticar, sem antes ter ouvido e nem depois querendo escutar? Porque? Fica a pergunta no ar...
São tantas "caras metade", que o meu balaio de laranjas está derramando pelas bordas, entrelaçadas de bambu... Mas, como encontrar a minha alma gêmea, se a minha essência cítrica  foi feita de limão galego?
É por isso, e só por isso, que vou indo, meio lá e meio cá!
Não entendeu?
Nem eu!
Mas, deixa isso prá lá...








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