terça-feira, 24 de março de 2015

A solidão

A solidão veio, de mansinho, e bateu na minha porta,
Perguntei quem era, mas, ela não respondeu,
Pensei que fosse a esperança morta,
Do nosso amor que já morreu!


Olhei pelo buraco da fechadura, e vi quem era,
Reconheci seus trejeitos sensuais de mulher,
Fiquei bravo... vociferei e virei uma fera,
E disse: "- Entra, faça o que quiser!"


Entrei em baixo dos lençóis e adormeci...
Maliciosa, a solidão me abraçou,
E deitou-se ao meu lado...


Quando acordei, pensei:
Agora, não estou mais sozinho,
Tenho a solidão ao meu lado!


Levantei, e pulei da cama,
como um serelepe...
Aí, Deus me deu um novo dia,
E no lugar da solidão,
Deixou no meu coração,
A mais doce e esplêndida alegria!

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