Essa ferida, que não sara,
sangrando em carne viva,
esse sangue que não para,
deixa, essa alma dolorida!
Ferida aberta, comparo com a de Cristo,
rasgando sua mão - pregada na cruz,
nessa dor... não sei porque insisto,
se não há ressureição... nem luz!
Assim, é a vida, deste poeta,
que vive ao léu,
com uma ferida,
aberta no coração,
( desquitado )
das delícias do céu,
vivendo nesta terra,
pior que a vida de um cão...
Dirás, do alto da sua imaginação:
- José, por que, de vítima se faz?
- É que, na minha triste solidão,
meus sonhos e ilusões: Aqui jaz!
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