terça-feira, 21 de abril de 2015

Enganos

Muitas vezes, nos enganamos, a nós mesmos, ( redundância ) querendo botar "panos quentes", numa relação que já deu o que tinha quer dar, que já acabou e nem existe um leve resquício daquele tempo, onde tudo era sonho, alegria e fantasia...
Por tantas vezes insistimos em acreditar no que nunca existiu, mas, que nós insistimos na esperança dias melhores, que, por ser a última que morre, mas, já morreu...
Construímos castelos de areia em areia movediça, frutos do nosso estágio no egoísmo e na preguiça...
Dizemos ao nosso cônjuge, que somos indispensáveis, que fazemos tudo para o bem do outro, que sem a gente ao lado dela a vida vai ser muito difícil de aguentar, que o sofrimento fará parte do seu cotidiano...
Discutir a relação é perda de tempo, pois, a outra pessoa passa a se sentir sufocada com tantas cobranças veladas e ameaças ao seu mundo interior.. isso, só piora a situação.
Diz um velho anexim, que: As pessoas que amei e quero bem, deixo-as irem embora, se voltarem, é porque as conquistei, e se não retornarem, é porque nunca as tive, realmente...

Ce la vie!
A prisão existencial de um casamento ou de qualquer união entre casais, é um tormento para quem não quer vivenciar esse mundo de compromissos, regras e dependências sociais...
Aquele SIM do momento de emoção ou de cobrança do "vai ou racha", acaba, um dia, despertando os verdadeiros sentimentos de liberdade inerentes a alma humana, aí, não há culpados, apenas, enganos recíprocos... só  não há jeito para a morte, o resto é questão de sorte!
Portanto, nos enganamos, à miúde, quando dizemos: Não posso, não quero, não pude!
Às vezes, a vida se espelha na poesia de Olavo Bilac - O pássaro cativo - leia, está no Google! A comparação da vida à dois, que torna-se uma prisão, definhando e exasperando o ser "engaiolado..."
Ninguém foi criado para viver a vida do outro e sim, a de cada um, individualmente, de livre e espontânea vontade...
O amor, quando é verdadeiro, ele se busca e se doa sem que alguém peça, pois, amar é, acima de tudo, renuncia, desprendimento, tolerância, cumplicidade e desejo de ambas as partes, de ficarem juntos, como se fosse para sempre, o resto é "ladainha para boi dormir..."
Não cometer enganos é não dar vazão ao nosso egoísmo, orgulho e sentimentos negativos de posse, pois, ninguém é de ninguém!
Dizem os cristão,s que todos somos, somente, de Deus, então... Adeus!
Falei e disse!

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