Saudade, o que é que você quer deste jardim?
Me deixe em paz , pois, já não aguento tanta dor.
Não quero saber nem se você gosta de mim,
Ou se é, apenas, preocupação com as minhas flores...
Vá embora. Saia daqui, deixe-me na solidão!
A alegria, o sol e o perfume, que embalsama os ares,
Já não tem mais sentido... não me interessa!
E meu caminhar, também, não tem mais pressa,
Pois, não sei para onde ir e que direção devo tomar...
Não sei quanto tempo você vai ficar,
Mas, não demore...
Você, saudade, é como uma erva daninha que vem,
Para destruir meu fluido vital e me deixar bem mal!
Às vezes, tenho vontade de "sair da vida",
Pela porta, ( in ) consciente do livre arbítrio...
Saudade, saudade danada, você atrapalha a estrada,
Que, ainda, me falta percorrer... antes de morrer!
Vamos fazer um acordo: Você vai embora,
Sem dizer adeus, saindo de mansinho,
Do mesmo jeito que você chegou!
Tudo bem? Fechou?
Olha, saudade!
Não quero reclamar os meus direitos...
Vou esquecer - tudo que você me fez!
Mas, pelo que você, ainda, me faz,
Vou tomar... uma decisão:
Vou trancar meu coração,
Vou viver... sem emoção,
E minha palavra... é não!
Essa, é uma grande ilusão... e outra calamidade,
Quem consegue, fechar a porta para a saudade?
Então, abri a janela do meu coração, para viver,
Mais um momento de saudade dentro do meu ser,
Cheio de dor, misturado com a efêmera felicidade,
Que a gente chama... e diz que é amor!
E.T.
Saudade... é o sentimento da sua ausência!
De quem se foi, junto ao medo de ser esquecido,
razão pela qual, essa lembrança, de momentos vividos!
Saudade... é o valor que se paga,
Pelos momentos... inesquecíveis!
Você, que era o meu amor e o meu sonho,
Virou, simplesmente: Saudade!
Itanhaém, 11 de agosto de 2016
Jose Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
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