Hoje, passado tanto tempo desde que, menino nasci,
sou um poeta à beira do caminho olhando,
a vida que passa, meio sem graça...
As nuvens formam no céu figuras sinuosas, arabescas e complexas.
Houve um tempo (lembranças...) em que ficava sentado no alto do morro,
olhando o fogo fátuo subir dos cemitérios... seriam as almas elevando-se ao infinito?
Não sei, até hoje, o porque e a razão de tal fenômeno, quando acreditava em assombração...
Saio na janela do meu quarto, que fica em frente a casa da vizinha e sua linda filha adolescente.
Minha vida são retalhos costurados do meu pretérito... que não volta nunca mais,
ainda bem, que o tempo voa como o vento... e os meus amores, também,
pois, agora, só a saudade dos beijos que não colhi da boca carmim...
Sou como o nauta da nau... tripulante nas ondas do bem querer do mar bravio das emoções.
Sou como um pingo d´água no rio que corre para o mar, afogando as minhas mágoas,
quando de meus olhos desce a lágrima... em sulcos pela minha face,
tal qual poeta que luta e enluta o coração na faixa preta do laço...
Agora, saio, levando comigo, a ânsia de te amar, como um louco... perdido de amor.
Ruas que não vão a lugar nenhum... assim, são os meus sonhos e as doces fantasias,
como a andorina - sozinha - que não faz verão... nem inverno, outono ou primavera,
mas, que não se anula em querer " sair da vida " pela porta larga do suicídio, ilusório!
Oferta - rimando dor com amor:
Versos livres e brancos... como os meus cabelos da cor da neve.
Sou um pouco de cada um - que sofre por amar sem ser correspondido.
As lições que a vida me dá... para alguma coisa, creio, que, ainda, me serve.
Pois, a arte de amar, é seguir em frente sem nada exigir... ao ter o coração ferido!
Itanhaém, 05 de fev de 2017
Jose Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
Nenhum comentário :
Postar um comentário