quarta-feira, 12 de junho de 2013

O cupim

O cupim é conhecido na cadeia dos insetos como um isóptero que, vivendo em comunidades populosas são, ápteros e alados... vegetarianos, atacam plantas vivas, cereais, sementes, raízes e tubérculos, mas, podem alimentar-se, também, de objetos de madeiras ou compensados, papel atc. causando sérios prejuízos... Alguns são xifópagos, possuindo protozoários que digerem a celulose e constroem seus cupinzeiros na madeira ou no solo...
Seu apelido nas dedetizadoras, que debelam as favelas desta praga é: MST!
Talvez, por ser um invasor natural das coisas alheias, em se tratando do solo e do patrimônio...
São semelhantes aos cupinchas e comparsas do dito movimento de invasores, que, também, são conhecidos como companheiros!
A semelhança é mera coincidência, devido aos seus objetivos de invadir e destruir o que não lhes pertencem por direito... Sei que há controvérsias, mas, não é o escopo desta digressão...
É que o cupim, pode ser comparado aos defeitos que bailam e vivem dentro da alma humana, destruindo e arrasando os mais nobres sentimentos, colocando por terra os anseios, que muitos casais tem de ver coroada de flores uma união estável, duradoura e prazerosa... Mas, quando entra em cena esse malfadado e imperfeito jeito de ser, ficamos perdidos nos nossos sonhos, que acabam por virar um pesadelo e, então, vemos e sentimos nosso mundo interior ruir como se uma implosão destruísse as nossas esperanças e os nossos anseios de sermos felizes...
Intolerância, orgulho, vaidade e egoísmo: Esse quarteto, junto ou separadamente, são as vigas que destroem as uniões amorosas, por não sustentar as casas construídas na areia das emoções desequilibradas, muitas vezes, de ambas as partes: São as alusões picantes ao outro, os deboches, as gozações, as palavras mal ditas, a estupidez corriqueira, e o ter, sempre, a razão... mesmo estando errado (a)...
Esses cupins  são verdadeiros terroristas planejando destruir as torres  gêmeas das almas gêmeas!
Nos tempos de intolerâncias  chamamos de " incompatibilidade de gênios... há... há... há..."
É, esses cupins, às vezes, nos enchem o picuá, pendurado na garupa do cavalo de Tróia!
 
Hoje é 12 de junho: Dia dos namorados! E o tempo é agora!
 
E para quem não tem mais tempo fica a consolação:
" - Que pena que no céu não tem... celular para falar com meu bem!..."
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Balada para Sarah Farache Marmugi

Sarah, sara as dores do corpo e da alma,
Abençoas os filhos teus e os meus abençoas,
Reinas entre os que te procuram, consolas
As pessoas sedentas de paz e aos tristes,
Heroicamente, estando cansada, te doas,
Fidalga, fazendo-nos crer em Deus, sorrir,
Amar, perdoar, compreender e tudo aceitar!
Rimas amor com dor e ofensa com perdão,
Audiogramas, tudo isso, em nosso coração
Cansado dos embates da vida ( e nós )
Haurimos o benjoim de tuas sábias palavras,
Enquanto nosso viver se transforma e cresce,
Magicamente, como se tocado por tênues raios
Abiogenéticos, então, nossas dores somem...
Recebemos tanto e tão pouco te damos:
Magoamos tua existência na desobediência,
Unilateral, inconsciente, no nosso ego de homem:
God save the mother: Sarah!
Interlúdio de tantos destinos!...

Mama, Sarah:
No tempo em que pude estar ao teu lado, preenchestes
o vazio de minhas dúvidas e fortalecestes meus passos
na direção do Bem: Gratia plena!
Jose Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )

O Mar mugi

Águas-vivas, tatuís, caranguejos e peixes mortos,
pelas praias encontramos à porfia,
semelhantes aos caminhos tortos,
que os homens desbravam, dia a dia!

Clamam as ondas e as marés,
clama até o marulho do mar,
que escutamos, pelos convés,
do navio fantasma,
que ninguém vê!

São marinheiros que foram mortos,
e jamais ninguém viu os seus corpos,
porém,
ouvimos na calada da noite,
como se um apito fosse,
nas ondas do mar,
como se fosse um açoite
subindo ao infinito,
semelhante,
Às Vozes d'África,
do poeta dos escravos:
Ao invés de ouvirmos um grito...
Somente,
o Mar mugi!

Oferta:
Ao meu professor, amigo e conselheiro: Antônio Marmugi
( In memorian )
Jose Aloisio Jardim



Poesia ao poeta Jose Cardoso Neto

Poetas e trovadores são como anjos:
Assim dizia o poeta José Cardoso,
Também, falam os poetas marmanjos,
Quando querem falar... de algo gostoso!

Os poetas... são pessoas comuns,
Quando invadem a alma do povo,
Porém, existem, sempre, alguns,
falando do dito, diferente e novo...

O poeta ( anjo ) é muito imaginário,
Vê o que existe no invisível,
Através de seu dom de visionário...

Um poeta e trovador, não é risível,
Nem tão pouco, um ser caótico,
Só não se iguala... por ser exótico!




Ditados e lembranças

Pior do que um falso amor, é dois,  e pior do que dois amores falsos, é três.
A inveja não admite o mérito.
Quem do alheio vive um dia se engasga.
Sempre que o fraco se associa ao forte, sai trincado, desbeiçado e despedaçado.
Quem ri por último perde o primeiro lugar.
Preciso me dispor a desistir do que sou para me tornar o que serei. - Einstein.
Devemos ser a mudança que queremos ver nos outros - Ghandi

Osvardinho

" - Não, não era meu pai!
Era um simples barbeiro,
que todos chamavam de
" Osvardinho!"
Eu o amava como a um pai...
Um amigo, um ser
muito querido,
que Deus, na sua Bondade,
o chamou, para fazer companhia
à minha esposa... que vivia
desconsolada e triste,
mesmo morando no céu!
O Osvardinho:
Era o meu sogro!"


Pertinho do umbral

Os ígneos raios do sol,
espantavam o manto da noite,
que teimava em abraçar a natureza,
deslumbrante,
que explodia nas cores,
multicoloridas,
das flores,
e dos sons dos passarinhos,
que saltavam nos arvoredos,
sem deixar o aconchego,
dos seus ninhos,
nas revoadas
do entardecer...
como um brinde
à esperança que nasce
a cada dia...

Era o primeiro dia,
do início
da primavera,
que vinha motivar,
o viver dos meus últimos
momentos,
que não queriam anoitecer...



Sobre a depressão nos dias de hoje!

A depressão é um estado da Doutrina filosófica Niilista onde as nossas emoções são reduzidas ao nada, onde o espírito crê que nada existe de absoluto, destruindo o que existe, que é a si mesmo, através do suicídio...
E como ponto final pela perda de interesse e propósito, não desejando mais viver...
Esta é a etapa final da decisão já fechada em nossa mente...
Ao contrário das filosofias espiritualistas, que preconizam a elevação do espírito, a vida após a morte e a pluralidade das existências, além das Leis de causa e efeito, através do livre-arbítrio...
É aí que mora o perigo: O despertar das necessidade das dores nos dias e noites vindouras, é a única certeza de um final infeliz...
Isto acontece devido a nossa incapacidade e imaturidade espiritual, nos subestimando e fazendo subavaliações de nossas existências e, desgostosos da vida, não vemos saída...
Então, a nossa neuro-função cerebral não consegue superar a vontade de destruição do corpo físico, porque, no âmago de nossa mente, a Neuropatologia não consegue penetrar, devido aos bloqueio que fazemos através da vontade e, sob o domínio dos nossos algozes do plano espiritual, aos quais nos sintonizamos pela leis das afinidades, fica quase impossível sermos assistidos pelos ramos da Ciência tradicional...
A depressão se transforma em obsessão, e o obsessor, via de regra, é um cobrador de dívidas do passado... a culpa e o remorso nos conduz aos estados depressivos e às obsessões irreversíveis ou de longo tempo!
A receita para vencer estes estados patológicos, buscando suas origens, sintomas e natureza, é buscar um tratamento médico convencional e mergulharmos dentro de nós mesmos, para encontrar Deus!
Outro remédio mais eficaz: Cuidar do próximo! Amar e perdoar o próximo!
A Doutrina Espírita é uma encruzilhada que nos obriga a tomar uma decisão: Conheça seus fundamentos e seus preceitos! Exercite o amor aos semelhantes!
A doutrina é um chamado pelo amor ou pela dor, para encontrar Jesus nas páginas do Evangelho!
A mudança de vida está vinculada ao desejo de vencermos a nós mesmos e, assim, venceremos o mundo!
Um sorriso nos lábios e uma esperança no coração! Eis, aí , a vereda da felicidade, e o extermínio das depressões e obsessões, sob nossa diretriz!
Somos os causadores e construtores de nossos destinos, quando dizemos: EU QUERO!
E tenho dito!
 
J.A.Jardim ( Sêo Jardim |)
 
 
 
 
 
 

Um cortejo de mutucas

Um dia desses, que a gente nunca esquece, faz parte das minhas memórias as lembranças de um fato comum a quem vai pescar pelas bandas do bairro do Mambu, adentrando pelo meio da vegetação nativa, atingindo o rio e riachos, que nascem nas entranhas do alto da Serra da Mata Atlântica e desce serpenteando suas encostas, até atingir as cercanias limítrofes do solo itanhaense, justamente, por onde me aventurei, com alguns amigos, para fazermos uma pescaria, principalmente, de lambarís, por ser época de sua proliferação, os lambarís são uns peixinhos danados de saborosos e quando frito empanados com farinha manema e fubá mimoso, ficam, deliciosamente, crocantes... é um dos pratos dos deuses da cultura indígena, abençoados por Tupã e Jaci!
Mas, vamos ao fato das mutucas:
Era para ser uma caminhada tranquila, e foi, mas, a volta... Meu Deus! Que sufoco! Vindo não sei de onde, voando pelos ares quentes e perfumados que evolavam da vegetação florida, um cortejo de mutucas nos acompanhavam e pousavam em nossos corpos seminus, que combatíamos dando palmadas e chicoteando nossos dorsos com uma touceira de capim santo... de nada adiantava a iniciativa, e a agente percebia que as mutucas começavam a "engordecer", como dizia o índio que tudo observava, tranquilamente, na qualidade de nosso "guia" de trilhas radicais...
Cada mutuca que nos "garfava" a epiderme, ficava cheia e empanturrada de sangue, parecendo um tatu bola voando, quer dizer: rolando pelos ares do entardecer...
Pareciam mortas de fome, e com um apetite voraz, que dava dó... da gente, que sofria o ataque impiedoso para saciar seu desejo de nos "jantar..."
Começamos a correr, e alguns lambarís foram caindo fora do puçá e deixados para trás, pois, ninguém se aventurava a voltar e pegar os que caíam... eram " pernas para que te quero..."
O índio, ria, disfarçadamente, mas, não falava nada... e quando chegamos a um lugar, que, por encanto, as mutucas sumiram, perguntamos ao silvícola porque as mutucas não o moderam, ele foi enfático:
" Índio passar repelente!..."
Dias atrás,eu e meus amigos, nos encontramos, por acaso, na Praça da Matriz de Itanhaém, olhando para o cortejo da Festa do Divino, que acompanhava a procissão, nos lembramos do "cortejo" de mutucas e da coceira desgraçada, que nos causou até, um estado febril, que perdurou por vários dias mas, dos males, o menor: " Já pensou se fosse dengue?
E toda vez que a gente vê um repelente, nos lembramos da cara que o "Juruna" fazia, ao olhar para os caras-pálidas, que éramos nós, com aquele sorrisinho, disfarçado, de índio... já civilizado!
Nunca mais falamos em ir pescar lambarí, acho que ficamos... meio traumatizados!
Sempre nos encontramos no bairro do Baixio, lá no Recanto dos frutos do mar e dos rios, nos fins de semana, para "comprar" uns peixinhos...
E como nunca tem lambarí:  Vai manjuba, mesmo!...
De repente...
Uma picada e uma coceira fatal... e,  PLAFT!... " - Esta eu matei, uái! Tá na hora de cair fora daqui!..."