segunda-feira, 3 de junho de 2013

O Mar mugi

Águas-vivas, tatuís, caranguejos e peixes mortos,
pelas praias encontramos à porfia,
semelhantes aos caminhos tortos,
que os homens desbravam, dia a dia!

Clamam as ondas e as marés,
clama até o marulho do mar,
que escutamos, pelos convés,
do navio fantasma,
que ninguém vê!

São marinheiros que foram mortos,
e jamais ninguém viu os seus corpos,
porém,
ouvimos na calada da noite,
como se um apito fosse,
nas ondas do mar,
como se fosse um açoite
subindo ao infinito,
semelhante,
Às Vozes d'África,
do poeta dos escravos:
Ao invés de ouvirmos um grito...
Somente,
o Mar mugi!

Oferta:
Ao meu professor, amigo e conselheiro: Antônio Marmugi
( In memorian )
Jose Aloisio Jardim



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