sexta-feira, 5 de julho de 2013

A partida do Venerável

Ele partiu para o oriente Eterno e foi recebido pelo GADU com um abraço fraterno!
Quando em vida, foi um paladino da justiça e da luta pelo bem estar de seus irmãos, da Oficina em que trabalhava, incansavelmente, do meio dia até a meia noite...
Falava, amiúde, do amor fraternal no qual colocava seus mais caros sentimentos, para direcionar os corações para as atitudes, que enobreciam seus praticantes nas sendas do bem, quando exercitado com frequência contínua...
Era um irmão acima do seu tempo, e achava que o amor era efêmero como a vida, que se esvai a cada segundo... mas, fazia, sempre, uma ressalva para o amor fraternal.
Dizia que este amor é benevolente  e mais belo que o desabrochar de uma flor, que o pincelar da natureza, quando desce o crepúsculo sobre a terra, pelas maravilhas que ela encerra...
Que é anjo e demônio, e que sabe julgar como ninguém, sem cometer erros...
É puro quando se liga a uma pessoa... de corpo e alma.
É belo e indefinível, grandioso e eterno, sobressai sobre a vida e a morte, sobrepujando tudo e a todos no universo infinito...
Não há necessidade de dizer como brota e aparece na vida de cada um que tem a sorte de encontra-lo...
É fonte de alegrias e ventura e nos dá uma paz muito grande por tê-lo ao nosso lado, convivendo nesta irmandade indefinível...
É nosso dever amar e respeitar esta criatura que  chamamos de irmão... e de amigo!
Um amigo é mais que um cônjuge, mais que dois amantes carnais, pois, um amigo é uma parte de nós mesmos projetada em outra pessoa da mesma forma que ela é projetada em nós...
São duas pessoas que tornam uma e como uma se eternizam!
As abordagens feitas por este irmão, que partiu par o Oriente Eterno, são frutos da sua pesquisa, estudos e convicção, no seu mundo interior, desta realidade fantástica que os homens ainda não aprenderam a interpretar...
E lá do andar de cima, deve estar se preparando para o seu breve retorno, para continuar nos ensinando, que caminho devemos seguir!
 
Uma homenagem (póstuma) ao meu irmão Ubirajara Antunes V M  - Gº 33

Soledade...

Só... no meu mundo sem cores,
só, tenho desilusões guardadas,
só sei que as mulheres amadas,
e todas.. querem ser a primeira,
entre tantos e todos os amores!

Sobre minha vida,
em cima da minha mesa,
busquei a mulher querida,
no meu Diário: só surpresa!
Surpresa, porque tempo apagou
todas as minhas anotações...
Porém, a saudade ficou...

E hoje, tanto tempo depois,
somente as ilusões,
sem passado...
sem esperança...
E nesta caminhada de volta,
sozinho, vou levando
as minhas dores,
de todos os amores,
e a tristeza,
uma frágil lembrança!

Oferta:

A solidão é um estado de espírito,
de quem muito amou na vida,
mas, deixou pelos caminhos,
a felicidade:
Totalmente, perdida!

Itanhaém, 1º/01/11









Êta gente...danada de fofoqueira.

Quanto tempo passado,
daquele tempo de criança,
quando tanta gente maldosa,
dizia que a gente,
"éramos namorados"
que a gente era gay...

Ninguém podia entender,
quando, nas noites de lua cheia,
viam nossas mãos entrelaçadas,
porque tínhamos um medo danado,
das estórias contadas,
pelos mais velhos,
que diziam e juravam,
que havia mula sem cabeça,
saci-pererê e assombração...

Era gente... danada de fofoqueira,
que só tinha maldade no coração,
e faziam da nossa amizade,
para a época: Uma aberração!

Oferta:

Não vou gritar para o mundo,
a nossa doce inocência...
Só peço, à Deus,
para o fofoqueiros e caluniadores:
A Sua Misericordiosa Clemência!






O homo sapiens e o spiritualis

O homem é um  ser social que não foi moldado para se ajustar ao seu "habitat", ao contrario dos irracionais, que tem seu "kit" de sobrevivência imantado aos seus instintos, transformando, assim, o homem no grande paradoxo, onde sua aparente fragilidade permite que se adapte em todos os ambientes.
O homem transforma o meio em que vive, antes de vivenciar suas asperezas e comodidades, através da sua aquisição cultural, ou seja, conhecimentos, talentos e seus dons de imaginação pelo pensamento contínuo, como a voar pelos céus das descobertas de novos horizontes, advindo, daí, o aprendizado de poder criar, combinar, inventar e planejar as mais intrincadas formas de poder usar seus dons, de forma ascendente, nos diferentes tempos da humanidade.
Não podemos eternizar as conquistas no tempo pretérito do relógio da vida, pois, as continuidades surgirão, sempre, derivadas dos pensamentos de uma civilização para outra, de um tempo para outro...
O homem é igual a um rio que segue, serpenteando, pachorrentamente, seu destino rumo ao mar e, no seu trajeto, vai contornando todo tipo de obstáculo...
As épocas que o homem vivenciou exige reflexão sobre as incoerências do mundo, pelos atos, nefastos, de seus semelhantes, em razão do poder temporal das ordens religiosas, políticas, econômicas e, outras, nem tanto...
Minha abordagem, despretensiosa, reflete o fascínio que sinto pela capacidade que o homem tem de ser, ao mesmo tempo, advogado de defesa, juiz e carrasco, ao usar a condescendência, autoridade e indiferença pelo seu semelhante para exprimir sua natureza, essencialmente, humana, mas, sem se libertar do jugo de sua consciência que o faz sofrer pelo peso do remorso ou pela Lei de Causa e Efeito, passando a evoluir pela dor quando poderia fazê-lo pelo amor, em direção ao Grande Arquite to do Universo para, finalmente, habitar uma das moradas da casa do Pai, que é o nosso grande destino, escrito nas estrelas e aceito pela maioria das ordens religiosas sem preconceitos e pensamentos pré-concebidos!
Itanhaém, 18 de setembro de 2009
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 2 de julho de 2013

O relacionamento humano

Um dos maiores problemas enfrentados pela humanidade é o do relacionamento humano:
Todo mundo quer ter razão, quer estar certo ou não concorda com a opinião do outro, e por aí vai o desfile de "desculpas" para ser e dizer, achar que é superior ou estar acima de alguém...
Não damos chance e nos julgamos através do complexo de superioridade, onde entendemos que a nossa supremacia é insuperável... Ledo engano, mas, como convencer a nós mesmos que tal fato é uma burrice, uma idiotice... e, quem foi que disse?
Nas paginas da Bíblia Sagrada e no Evangelho encontramos os caminhos e os roteiros para nos clarear a vista embotada pela intolerância e altivez mal fadada.
São palavras de solidariedade, fraternidade universal e amor ao próximo.
Humildade, compreensão e sabedoria, para seguir a vereda da paz entre os homens.
Deixemos de lado o orgulho e a vaidade.
Quando nos sentirmos encurralados por sentimentos de superioridade, meditemos na transitoriedade da vida, e que daqui, nada levamos a não ser a vida que levamos...
Quantos irmãos nossos estão, em silêncio, a nos pedir um pedaço de pão para o filho doente, um trabalho honesto para suprir as necessidades do lar ou uma palavra amiga repleta de compreensão, para enfrentar as agruras da vida, com seus destinos aziagos pela Lei de causa e efeito a que somos submetidos e, nunca sabemos quando será a nossa vez e o nosso quinhão de dor...
Tratamos nossos irmãos como filhos pródigos do nosso amor, que condenamos sem dó nem piedade...
E o nosso vizinho? Nós o conhecemos? Cumprimentamos e falamos com ele? Ou, simplesmente, o desprezamos e fingimos que ele nem existe?...
Numa cidade grande, como São Paulo, dentro do elevador entramos e olhamos para cima, evitando o nosso semelhante, a qualquer custo, com "medo" de nos relacionarmos e sermos atacados como se eles fossem bichos: Fruto do nosso desamor!
Isso se dá em qualquer parte do mundo... somos frutos das manias, dos sistemas e das convenções sociais que discriminam o ser humano...
Está na hora de mudar a nossa maneira de ser, para termos um mundo melhor, um Brasil melhor, um estado melhor, uma cidade melhor e uma sociedade melhor... e um lar melhor!
Vamos buscar um novo meio e um novo tempo de nos relacionarmos com o nosso semelhante?
Vamos mudar nossa mentalidade!
Tente! Você pode! Nós podemos!
Então: Oremos!
 
 
 
 
 

Pontinhos finais

Todo teu corpo seria
um poema que não teria fim,
na arrogância
das linhas e das formas
túmidas e sensuais,
se a natureza, sábia,
não pusesse,
nos picos culminantes
de teus seios:
Dois pontinhos finais!

Do Livro: Poemas do amor ardente
Do Poeta: J.G. de Araújo Jorge

Coisas do amor ... coisas da vida!

Dizes que sou um "galinha..." e que as minhas palavras de amor são verdadeiras mentiras, lorotas para enganar trouxas... que sou um Don Juan de quinta categoria, e que eu não vou mais te enrolar, como tenho feito a tanto tempo, perdido nas memórias das tuas emoções de mulher, que acreditava no amor eterno... e o teu desejo era que fosse para o inferno, para pagar os meus pecados imortais!
Creio e entendo que tu tens razão, mas, não totalmente, pois, se te disse e fiz juras de amor, é porque, realmente, as senti, embora, para outros amores as tenha feito, mas, sempre foram verdadeiras aquelas que murmurei aos teus ouvidos...
Nunca foram tão fortes e singulares... não há como estabelecer comparações, e parâmetros não encontro, para justificar as diferenças que existem, somente, dentro do meu coração e, infelizmente, tu não podes ver com os olhos materiais...
Porém, tentar justificar é o mesmo que me condenar ao báratro profundo, para onde teu coração já me destinou, ao me julgar sem ao menos, antes, ter-me ouvido...
Aceito tua condenação e teu desprezo ao meu sincero amor, mas, um dia, quando o tempo branquear os teus cabelos e a idade provecta, avançar nas tuas carnes, enrugadas pelo tempo, que passa inexorável, talvez, te sintas tocada pelo tênue fio que liga as possibilidades, e aceites que perdestes a chance de viver um grande amor, na plenitude de tuas emoções, que este sentimento provoca naqueles que acreditam na sua existência, e se entregam, de corpo e alma, para viver a tão decantada felicidade à dois...
Tempo perdido em amar é como perder tempo em não "fazer" amor, pois, o amor que deixamos de "praticar"... não se recupera nunca mais!
As oportunidades que perdemos, não voltam, jamais... e o tempo, também, não!
E para os novos tempos do presente e do futuro, compete, a cada um, mudar o fim da história, cujos capítulos, ainda, podemos escrever... pois, há prazeres para todas as idades!
As coisas do amor e da vida, são oportunidades, ainda, não vividas, basta que sintonizemos a razão, a lógica e o bom-senso, para decidir que caminho seguir, porém, " quem não sabe para onde ir... qualquer caminho serve!"
Então, fui!