domingo, 20 de dezembro de 2015

Aquela simples criança

Aquela criança, pequenina, como tantas outras nascidas,
Entre os judeus, daquela época de veras conturbações,
Ninguém diria que seria o roteiro certo de tantas vidas,
Entre os povos, de todas as raças e todas as nações!

Cresceu, tornou-se homem feito, e sumiu por algum tempo,
Dizem, que foi aprender entre os essênios a fraternidade!
Por três anos, foi um pregoeiro do amor com o exemplo,
Porém, nada deixou escrito... para os filhos da posteridade!

Não deixou nenhuma contribuição para as artes ou às ciências,
Mesmo dizendo ser filho de Deus - o Criador - de todo universo:
O que Ele nos legou foi o alvorecer do amor nas nossas consciências...

Não escreveu poesia, mas, exortou o amor na beleza simples de um verso,
" - Que vos ameis uns aos outros!" Ficando, na última estrofe... a esperança,
Dita, aos trinta e três anos, pelo Homem que foi um dia: Aquela simples criança!

Soneto inspirado no exórdio da Confraternização Anual da Academia Itanhaense de Letras, dito, de improviso, sobre Jesus, que nada deixou de contribuição  para as artes e ciências, porém, é um dos mais seguidos Mestres do amor incondicional, a que estamos tão longe de alcançar, pelas nossas fraquezas da alma, entre elas, o egoísmo, orgulho, vaidade e intolerância...
É natal... é tempo de meditarmos: Naquela simples criança!

Itanhaém, 20 de dez de 2015

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Atitudes

Algumas atitudes promovem o revanchismo acalentado no coração a indiferença, quando nos escondemos atras da carapaça da bondade aparente...
Quando alguém não concorda conosco, fingimos que aceitamos sua ideia, mas, às escondidas criticamos, ferrenhamente, sem dó nem piedade.
É comum riscarmos de nossa vida, aqueles que nos questionam ou não concordam com nosso ponto de vista, com a filosofia de nosso partido político ou da nossa opção religiosa...
Somos Mestres na maledicência, espalhando mentiras e dúvidas, sobre quem não aprendemos a gostar ou não queremos...
A língua não é bendita nem maldita, depende do uso que dela o fazemos com o nosso irmão de jornada terrena...
Falar mal, denegrir e caluniar, com uma dose de bondade, é da nossa personalidade, que insistimos em não mudar pelo prazer (  efêmero ) que nos dá tais atitudes...
Fazemos tudo para convencer uma pessoa, porém, se não lograrmos êxito, aí, o bicho pega...
É difícil sustentar bons sentimentos, quando somos contrariados ou quando alguém age fora das nossas crenças, idéias e ideais... 
Nossas atitudes são nossos exemplos!
Podemos começar, aqui e agora, a transformação do homem velho para o homem novo - do milênio da Transição - que já nos envolve.
Atitudes com amor ao próximo, com respeito aos diferentes em todos os prismas, senão, continuaremos digladiando nas arenas da dor e do desamor, que somente sofrimento produz em ambas as partes, mas, " Ái daquele por quem o escândalo vier..."
Ninguém é melhor do que ninguém, haja vista, que ninguém fica para semente a não ser quem semeia o amor e o bem em favor do semelhante.
Nossas escolhas e atitudes egoísticas são campos trevosos, que nos assaltam a mente conduzindo nosso espírito às dores da solidão e da ilusão... " Tudo é vaidade... e ilusão", dizia o Pregador!
Para que tanto orgulho, tanta empáfia, tanta soberba?... 
Atitudes de amor, perdão, compreensão, tolerância... Mas, se não for possível, aceite as dores e decepções, que soe acontecer aos trânsfugas das leis de amor...


Itanhaém, 14 de 12 de 2015

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Citações do livro: Os dragões

Os vales das trevas, sempre foi um questionamento de meu espírito, para entender o que as religiões dissertavam sobre o inferno a que estaremos destinados pelos nossos" pecados..."
Muitos livros, sobre várias religiões li e reli, bem como a Bíblia, no Velho e Novo testamento, onde viajei por suas palavras, ditas sagradas...
E na busca constante e intermitente da Verdade, aportei na leitura das obras mediúnicas de Chico Xavier e na Codificação do Espiritismo, por Allan Kardec, que me exortou sobre a fé verdadeira, nos seguintes termos: " Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade!"
Gostei por demais e não parei nunca mais...
Entre tantas obras espíritas, uma chamou-me a atenção pelo tema fascinante, que aborda, chama-se: " Os dragões", e alguns conceitos, achei importante citar:
" * Quem amar mais o espiritismo que o seu próximo se enredará nas sutilezas das armadilhas emocionais das relações humanas.
* O fato de alguma instituição ou alguém estar investido de missão não confere superioridade ou direitos, mas sim deveres e obrigações.
* Com o dogmatismo, o homem se abstém do raciocínio, e com a institucionalização cria o padrão e se isso ocorrer, nos meios espíritas, teremos um novo catolicismo dentro do espiritismo, regadas com  propostas reducionistas sobre a proposta universal da doutrina e, o mais grave, com atitudes distantes do amor e da fraternidade, e um novo regime surgirá: A pureza doutrinária!
* Não podendo exterminar a doutrina, confundirão. Criarão o certo e o errado. O certo seria quem anda em conformidade e o errado quem se atreve a fazer algo diverso, jogando cristãos contra cristãos, espíritas contra espíritas. Que tática melhor e mais econômica poderia existir? Defendendo Kardec e a doutrina espírita como a uma bíblia, quando o próprio Codificador deixou seus apontamentos como um marco inicial de uma interminável investigação em assuntos da alma. 
Não há pontos intocáveis e inquestionáveis no Espiritismo.
* A arrogância é a manifestação mais evidente do egocentrismo humano.
* Arrependimento, expiação e reparação, constituem as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta  e suas consequências perante a própria consciência.
* As pessoas se espiritualizam com ou sem o espiritismo, mas, teremos, no findar do século um espiritismo elitizado e recheado das tradicionais ações separatistas. Novos proprietários da verdade a difamar e caluniar quantos não se alinhem aos padrões aceitáveis para o exercício da prática espírita.Assim, o homem distraído de seus deveres maiores ante a consciência amara mais a doutrina e desamará o seu próximo,  repetindo condutas infelizes, desde o início do Cristianismo.
* Dias sombrios aguardam a comunidade espírita, caso não pratiquemos muita oração e jejum.Nada de severidade ou cobrança. As ordens do Planos Maiores é de fraternidade e misericórdia incondicional.
* Jesus, em sua Boa Nova evangélica, jamais descuidou de citar esta relação entre luz e trevas, assim como Ele jamais deixou órfãos os filhos da sombra.
* Trazemos o abismo dentro de nós em forma de impulsos, tendências, sentimentos e intenções.
* A acomodação e o perfeccionismo afastam-nos do esforço imprescindível.
* Sem misericórdia nas atitudes, tombaremos nos julgamentos arrogantes e na maledicência destruidora. Ela é  a alma das relações construtivas porque estimula a concórdia.
* Sem atitude de amor incondicional, não teremos unidade nos sentimentos, a verdadeira trilha da unificação com Jesus. Quem não tiver condições para abraçar os diferentes e acolhê-los como irmãos de caminhada, com lutas iguais às nossas mesmas, não estará nesse espírito da unidade Cristã.
* A ilusão da verdade pessoal, infelizmente, impedirá muitos oradores médiuns, dirigentes, escritores e comunicadores da Doutrina, que foram consagrados pela comunidade espírita, de acordar para essa realidade, a pretexto de zelar pela pureza dos princípios da nossa abençoada doutrina. Que equívoco!"
Psicografado por:
Wanderley Soares  de Oliveira
Pelo espírito de:
Maria Modesto Cravo

Estude. Ame. Compreenda. Esqueça as ofensas e perdoe sempre... A mesma ofensa!

Itanhaém, 11 de 12 de 2015

José Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Um balaio de gatos

Na nossa Bandeira Nacional está bem escrito:
" Ordem e progresso." Isso... ate parece verso!
Mas, tem gente que acha, que isso é um mito,
Devido a desordem, de um egrégio Congresso!

É o toma lá e dá cá... e as cadeiras, vão girando!
Os políticos, de partidos, acabam todos pulando!
Eleitos, que foram... para servir aos seus eleitores!
A maioria, se transforma, do erário... salteadores!

É  bem conhecido... o velho adágio da politicagem:
" Criar dificuldades... para vender facilidades!"
Os projetos e as PEC´s, na gaveta, da sacanagem!

E assim caminha o Brasil, em quase todas cidades:
Os políticos... andam em bandos, como os ratos,
E o Plenário não passa... de um balaio de gatos!

Ofertório:
A fábula de Esopo, por La Fontaine, bem descrita,
Parece copiar a História do Brasil... com certo tino,
Com as manobras do Big Boss... que a todos irrita:
" É o diabo na casa do terço: Vá de retro Faro fino!"

O dístico - da nossa Bandeira Nacional - deveria ser: Ordem é progresso, pois, o que falta, é ordem para alcançarmos o merecido progresso, que o nosso Congresso Nacional, teima em fazer do Plenário uma "rinha" de ratos e gatos - sem intenção ofensiva aos nobres parlamentares - onde a balbúrdia lembra a fábula, porém, guardadas as devidas proporções ao conto, menciono que, a verve que me envolve o espírito é de indignação com os destinos da Nação, que os poderes constituídos têm nos conduzidos aos vales do sofrimento e da dor, pelos mandos e desmandos, intolerância e insensibilidade, face ao caos que se aproxima, embora, ainda, acreditemos em vós...
Pergunto: O substituto da Digníssima Sra. Dilma, será o "Salvador da Pátria amada, Brasil?"
Se, " Em dúbio pró réu!" 
Ou, " La lege é iguale per tuti... ma non per tuti?"
Mas, considero que: " Dura lex sed lex!"
Não falo italiano nem latin, mas, os senhores entenderam... Tim tim, por tim tim!
Porque os senhores Parlamentares não fazem o que é racional e lógico, punindo os erros praticados, os silêncios gritantes e as mentiras insuportáveis, com a severidade das leis e a serenidade de sua aplicação?
Pátria Educadora carece de uma professora! Só pará rimar... e não chorar!
Não quero entrar nos caminhos sinuosos das cobranças, que são muitas... 
Para onde vão levar tantos bens materiais e tantos poderes, efêmeros?
Como disse o Oscar: " A vida é um sopro!"
Mas, deixa isso pra lá!
E tenho dito!

Itanhaém, 09 de dez de 2015

Jose Aloísio Jardim  ( Sêo Jardim )




domingo, 6 de dezembro de 2015

A sirigaita

Por muitos - era muito conhecida na cidade,
Pelos seus requebros na intenção de seduzir,
Tinha a beleza sensual no corpo e a maldade,
No olhar, e na palavra sabia bem como mentir.

Na perfeição grega da plástica, era muito atrevida,
Saracoteando as formas túmidas de maneira vivaz,
Mudando de afeto, de tempo em tempo nesta vida,
Achando, os laços do amor... pior do que Alcatraz!

Pretensiosa e envolvente, era uma mulher vaidosa,
Esbanjava seus talentos, que para nada de útil servia,
Tinha os pendores de messalina... e a "pecha" de vadia!

" Lambisgoia, assanhada, namoradeira e sirigaita gostosa!"
Falavam da dama volúvel... nesta inescrupulosa sociedade:
Fago fátuo da sua juventude - que se evolava na mocidade!

Oferta:
Salvo as exceções... Pouca gente, creio, que vai para o céu,
Quem pode na vida condenar, que atire a pedra da injustiça,
Rejeitando o perdão e a sirigaita, que vive hoje, de déu em déu!
De que adianta as palavras de Jesus - nas homilias - na missa?

Nota:
Numa sociedade hipócrita, corrupta e maldosa, somos os paladinos da justiça, a nosso favor, acusando e condenando, sem antes ter ouvido o infrator e nem depois, querendo escutar...
Não acreditamos e nem apoiamos o nosso irmão de jornada, neste orbe em transição, pela perda de referencias dos valores sagrados da vida, que se renova a cada instante... Mas, a cada um segundo as suas obras e, no Inferno de Dante... as dores serão superlativas, junto aos nossos pares, onde comungamos no mesmo diapasão e sintonia para o mal, começando, na porta do Umbral, quando nossos corpos descerem às sepulturas - ao pó - e nossos espíritos voltarem ao Grande Arquiteto do Universo, que os criou e nos deu... Sei, que há controvérsias, mas, vai que...

Itanhaém, 06 de dez de 2015

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

Conjecturando

Tem gente - que não acredita que existe Deus,
Isso é problema e direito de cada pessoa,
Esses - que nós classificamos de ateus,
Muitas vezes, "são gente muito boa!

Fico conjecturando... neste Ser inigualável:
Que perspicácia ao inventar a visão...
O olfato... o paladar... a audição...
O tato... tudo isso, é admirável!

Posso ver tudo de belo, que a vista alcança,
Sinto o perfume das flores... nas primaveras,
Degusto as deliciosas comidas na comilança,
Ao som das canções tateio minhas quimeras!

Mas, também, vejo as desgraças da existência,
Sinto o cheiro fétido... dos despojos e carniças,
Bebo a taça de fel, no "requien"  de tantas missas,
Ouvindo o choro e as mãos - que pedem clemência!

Porém, um brado maior se levanta e grita ao infinito:
Bendito seja este Ser maravilhoso e incompreensível,
Àqueles que em nada creem - os ateus - assim dito,
Acho, essa descrença, para mim, um tanto... irrisível!

Mas, não há condenação ao hades de Dante,
Muito menos em meu coração bem tolerante,
A verdade, um dia, "in passant" vai chegando,
E eu ( por a cá ) vou de leve... conjecturando!

Itanhaém, 06 de dez de 2015

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Expectativas frustradas

Não colocar expectativas em alguém é uma sábia decisão para não sofrer decepção.
Geralmente, elegemos alguém para ser nosso exemplo e nosso modelo de vida, seguindo seus passos, imitando seus hábitos, e ate, os defeitos veniais... porém, chega uma hora em que há uma saturação, de ambas as partes, às vezes, da amizade indestrutível e eterna, devido ao fato de vermos o véu, que encobria o raciocínio lógico dos olhos da alma, que, cegados pelo nosso orgulho e egoísmo, além das nossas inúmeras fraquezas, junto aos pares e compares, que idealizávamos no nosso dia a dia, em detrimento do convívio salutar familiar, que colocamos, sempre, em outro lugar!
Ledo engano! O tempo, que passa, inexorável, vem nos apresentar o vazio dos nossos momentos fugazes, pelas decepções sofridas, pelas palavras doloridas, ditas "sem querer", pelas pequenas, mas, importantíssimas, ofensas nas contendas e desavenças, quando não, as chacotas improvisadas e o desdém, sutilmente, destilados no fel das conversas inocentes...
Não queira imitar quem quer que seja, nem tomando uma "breja... 
Procure ser autêntico, único e diferente, em todos os lugares e situações...
Quem nos decepciona são, justamente, aqueles que amamos, gostamos e temos afeição...
Por isso, é que dói tanto, quando alguém nos decepciona ou engana, com palavras vãs...
Não copie as pessoas e suas idéias, sua casa, seus animais e suas "qualidades..."
Amar, perdoar, servir e passar, mas, expectativas: Só em Jesus!

Itanhaém, 04 de dez de 2015

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )