Aquela criança, pequenina, como tantas outras nascidas,
Entre os judeus, daquela época de veras conturbações,
Ninguém diria que seria o roteiro certo de tantas vidas,
Entre os povos, de todas as raças e todas as nações!
Cresceu, tornou-se homem feito, e sumiu por algum tempo,
Dizem, que foi aprender entre os essênios a fraternidade!
Por três anos, foi um pregoeiro do amor com o exemplo,
Porém, nada deixou escrito... para os filhos da posteridade!
Não deixou nenhuma contribuição para as artes ou às ciências,
Mesmo dizendo ser filho de Deus - o Criador - de todo universo:
O que Ele nos legou foi o alvorecer do amor nas nossas consciências...
Não escreveu poesia, mas, exortou o amor na beleza simples de um verso,
" - Que vos ameis uns aos outros!" Ficando, na última estrofe... a esperança,
Dita, aos trinta e três anos, pelo Homem que foi um dia: Aquela simples criança!
Soneto inspirado no exórdio da Confraternização Anual da Academia Itanhaense de Letras, dito, de improviso, sobre Jesus, que nada deixou de contribuição para as artes e ciências, porém, é um dos mais seguidos Mestres do amor incondicional, a que estamos tão longe de alcançar, pelas nossas fraquezas da alma, entre elas, o egoísmo, orgulho, vaidade e intolerância...
É natal... é tempo de meditarmos: Naquela simples criança!
Itanhaém, 20 de dez de 2015
Jose Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
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