domingo, 6 de dezembro de 2015

A sirigaita

Por muitos - era muito conhecida na cidade,
Pelos seus requebros na intenção de seduzir,
Tinha a beleza sensual no corpo e a maldade,
No olhar, e na palavra sabia bem como mentir.

Na perfeição grega da plástica, era muito atrevida,
Saracoteando as formas túmidas de maneira vivaz,
Mudando de afeto, de tempo em tempo nesta vida,
Achando, os laços do amor... pior do que Alcatraz!

Pretensiosa e envolvente, era uma mulher vaidosa,
Esbanjava seus talentos, que para nada de útil servia,
Tinha os pendores de messalina... e a "pecha" de vadia!

" Lambisgoia, assanhada, namoradeira e sirigaita gostosa!"
Falavam da dama volúvel... nesta inescrupulosa sociedade:
Fago fátuo da sua juventude - que se evolava na mocidade!

Oferta:
Salvo as exceções... Pouca gente, creio, que vai para o céu,
Quem pode na vida condenar, que atire a pedra da injustiça,
Rejeitando o perdão e a sirigaita, que vive hoje, de déu em déu!
De que adianta as palavras de Jesus - nas homilias - na missa?

Nota:
Numa sociedade hipócrita, corrupta e maldosa, somos os paladinos da justiça, a nosso favor, acusando e condenando, sem antes ter ouvido o infrator e nem depois, querendo escutar...
Não acreditamos e nem apoiamos o nosso irmão de jornada, neste orbe em transição, pela perda de referencias dos valores sagrados da vida, que se renova a cada instante... Mas, a cada um segundo as suas obras e, no Inferno de Dante... as dores serão superlativas, junto aos nossos pares, onde comungamos no mesmo diapasão e sintonia para o mal, começando, na porta do Umbral, quando nossos corpos descerem às sepulturas - ao pó - e nossos espíritos voltarem ao Grande Arquiteto do Universo, que os criou e nos deu... Sei, que há controvérsias, mas, vai que...

Itanhaém, 06 de dez de 2015

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

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