quinta-feira, 15 de agosto de 2013

ITANHAÉM... Um lugar aprazível!


Surda melancolia no coração fenece,
quando a noite ensaia o alvorecer
nas alvoradas, tudo resplandece:
Itanhaém... não posso te esquecer!

Cidade de encantos - mais de mil,
sendo a segunda deste Brasil,
quem parte daqui... leva saudade,
misturada... com a felicidade!

Serras, flora e fauna abundantes,
só  não temos gentílicos xavantes,
mas, outras etnias protegemos,
nas leis municipais que elegemos!

Escuto nos arvoredos os passarinho,
respiro das flores o doce perfume,
olhando os filhotinhos no ninho,
cuja mãe gorjeia seu ciúme!

Aqui, nesta cidade, à sombra me deito,
vendo o rio Itanhaém
deslizando no seu leito,
ouvindo o canto dos bandos de cigarra,
bem em frente... da Boca da Barra!

E se passa um barco - cheio de velas,
sigo sua rota no esplendor dos mares:
Flâmulas verdes, azuis e amarelas,
perdem-se, ao longe, recortando os ares...

Nas horas vespertinas quando a noite,
devagar, desmaia,
e nas praias rolam as ondas do mar azul,
vejo um pescador feliz,
com um cardume de arraia:
É o moto-contínuo nas orlas... desta cidade
do Litoral Sul!

Nas manhãs de inverno vejo a névoa, a bruma,
caindo pelas ruas, vielas e o mar cheio de espuma!
Por acaso, não sentes teu pranto gélido jorrar,
pelo teu rosto, as decepções do teu sonhar?

Na natureza tudo se ajusta e se harmoniza,
Somente nosso sonho, às vezes, agoniza,
no doce embalo de uma nau em alto mar,
que a gente vê, num instante... naufragar!

Itanhaém: É tudo isso e muito mais...
Itanhaém: Tem seu mundo de asceta...
Itanhaém: Aplaca todos os meus ais...
Itanhaém: É um lugar aprazível...
Deste poeta!


























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