segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Ninguém fica para contar histórias, mas...

O enterro do marido
 
" O velho acaba de morrer. O padre encomenda o corpo e se rasga elogios:
- O finado era um ótimo marido, um pai exemplar!
A viúva se vira para um dos filhos e lhe diz ao ouvido:
- Vai até o caixão e veja se é mesmo o seu pai que está lá dentro... "
 
Piada à parte, amenizando o meu relato, vamos aos fatos sobre a visita, inesperada, da morte:
 
A morte é um momento que, um dia, virá bater na nossa porta através do encontro casual, do jornal ou pelas linhas frias da comunicação telefônica...
Nunca estamos preparados para o fato em si, tão conhecido... e esperado, mas, nunca superado na sua intensidade e obviedade...
Infelizmente, quem se apega demais às pessoas, acabam por sofrer mais do que aquelas tem noção e Fé nas vidas sucessivas e na existência da vida após a morte...
Mas, isso não muda aqueles instantes, que permanecem em nosso íntimo por longo tempo, daquele vazio que sentimos pela ausência da presença física daqueles que amamos... Faz parte da ciranda da existência, a dor e a frustração, por não ter sido melhores, carinhosos, compreensivos e mais presente na vida de que se foi, para sempre, do nosso convívio...
Passamos a nos torturar pelo "remorso" de não ter feito mais... mais... mais...
A gente só dá o que tem e ninguém pode ser melhor sem ter adquirido as qualidades que nos avaliem a fraternidade, o amor e a solidariedade entre os quem convivemos... Então, porque ficar chorando nos degraus da auto-piedade?
Relembremos os bons momentos, as coisas boas que aconteceram, as lições que aprendemos e a felicidade de termos passado, ao lado daquela pessoa, os detalhes vividos...
Não nos magoemos pelo que não foi feito, pois, isso não tem mais jeito!
A vida continua para os que foram e para os que ficamos, e a obra ainda não foi concluída para nossa evolução, pois, ainda restam os parentes, os amigos e os aderentes... E o amanhã pertence ao Grande Arquiteto do universo!
Nosso dia e nossa hora chegará, incontrolavelmente, sem que possamos  fazer nada para mudar tal situação... Faz parte da evolução: Nascer! Viver! Morrer e renascer! Esta é a Lei, quer você creia ou não, pois, tal assertiva independe de crença religiosa!
E, crenças à parte, porque não viver daqui para frente fazendo o bem, amando mais e esquecendo as ofensas que de somos "vitimas" constantes, nos causando ressentimentos, que um dia choraremos à beira de um túmulo, porque não soubemos vivenciar o amor ao nosso semelhante, começando no nosso próprio lar? Que bom ter a consciência tranquila quando somos "avisados" que alguém deixou esta vida, e que nós... Estamos em paz!
Agora é o momento de rever tudo que fomos e que somos... Para ser o que seremos!
 
"- Ontem, despedi-me da minha segunda mãe... Um espírito iluminado! Chorei de saudade... E uma doce alegria invadiu meu coração, porque, durante o tempo em que convivemos, aprendi muito sobre o amor com seus exemplos de grandeza de fraternidade universal...
Também, só lhe ofereci, na convivência, o amor de meu coração de filho... Por adoção!"

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