O capim se deita, ao sabor do vento!
Diferente, te deitas... na minha cama,
no vai e vem... do meu pensamento!
Sem o teu amor... Sou ave sem ninho!
Sou roseira morta que só tem espinho!
Sou - vagalume... em plena luz do dia!
Sou viajante, sem ter nenhum destino!
Sou mártir - condenado sem ter pecado!
Sou amante - sem nunca, ter sido amado!
Tu és, uma flor, belíssima - em botão...
Tu és, da minha vida, a própria razão...
Tu és, o desejo do amor - que não foi...
Somos, assim, duas almas incompreendidas:
Vivemos distantes - sem nunca encontrar,
a verdadeira razão - de nossas vidas!
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