Os raios do luar banha
a nádega esparramada,
sobre os lençóis soltos,
à vontade, no desmaiar
da insana... madrugada!
A coruja... olha tudo em
silêncio... olha e não pia,
mas... quando as nuvens
encobria a lua, só ela via...
O que ela via? - Pois bem:
Via todo o corpo desnudo,
as curvas sinuosas, coxas,
e o resto... via quase tudo!
Quando eu chegava, da rua,
ela fingia... ter adormecido,
na cama sob os raios da lua,
a minha espera: Seu marido!
E nas noites de intenso verão,
a lua, também, era companheira,
do suor... que umedecia o colchão,
no êxtase do sexo da paixão verdadeira...
A gente - sempre dormia de janela aberta,
o que fazíamos, não era, assim, coisa tão suja:
O nosso amor nunca teve uma hora certa,
Sob os raios da lua e o olhar curioso da coruja!
Pensamentos e sonhos de um Poeta chamado JOSÉ ALOISIO JARDIM " Membro Efetivo da Academia Itanhaense de Letras!"
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