A noite passada, sonhei contigo,
como se a gente fosse um
daqueles amores antigos...
Amores dos contos de fada,
coisas que aconteciam entre
aqueles, que eram: Só amigos,
assim, igualzinho, entre nós dois...
E nada ficava, esquecido, para depois...
Puxa vida!
No meu sonho,
você era a minha musa,
e a razão,
do meu insípido viver:
Meu caminho,
meu destino e meu alvorecer...
" - Lembro-me, que fui impulsivo,
fiquei irritado com o seu modo
de olhar para os olhos meus...
Nem sei se tinha algum motivo,
ou se foi porque você queria,
simplesmente, me dizer adeus..."
Entendi tudo,
como se fosse
uma palavra escrita,
num pergaminho roto
e amarfanhado,
(aquela palavra que não foi dita)
no momento da partida,
que tanto mudou
o meu sonho,
e, quando acordei:
A minha vida!
Não posso esquecer,
que fui saindo,
devagarinho...
E para não parecer,
que estava de mãos vazias,
coloquei as duas mãos,
no bolso da minha calça,
e fui cantando,
aquela canção de ninar:
" Boi, boi, boi,
boi da cara preta,
proteja o meu amor,
que tem medo de careta!"
A noite passada, sonhei contigo,
acordei e continuo sendo,
somente seu amigo!
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