Lembranças do passado, do tempo que passou,
Fotos no álbum em silêncio e sem calor,
E nas lembranças navegando eu vou,
na historia do nosso eterno amor!
Ah, se o tempo parasse,
Diria que haveria esperança,
Quando a velhice, um dia, chegasse!
Ah, se o tempo, inexorável, parasse,
Eu seria, novamente, feliz como criança,
E na corrida das horas eu queria que me amasse!
Desejo e calor existia em nossos corpos desnudos,
Era assim o começo da nossa historia de amor,
E ficávamos extasiados... e quase mudos,
Embebidos no nosso delicioso ardor!
Hoje, estou longe dos carinhos seus e da sua presença,
Sou um homem perdido e triste que o tempo dilacerou,
Sou como um doente... em uma cama de convalescença,
Retrato vivo do tempo que o amor, impossível, eternizou!
A vida insiste em falar comigo sobre a razão da saudade,
Dos dias felizes em que comungamos juntos a felicidade,
E você não sai do meu pensamento,
E a sua ausência, é o meu tormento!
Sinto a minha vida , totalmente, amarguradamente, vazia,
Por não estar ao meu lado, infelizmente, sou assim: Maria!
Quando a conheci renasci para a vida que tinha morrido,
Acabei sendo seu amor, seu caminho, seu eterno marido!
Sempre temi a sua partida... que um dia se cansasse de mim,
Meu coração me dizia, que não devia amar você tanto assim!
Ajoelhado, peço em oração, ao Pai de Infinita Bondade,
Que me dê uma única chance de falar de tudo que sinto,
Dizer dessa minha dor infinita e da minha infelicidade,
Isso eu digo de coração: Juro por Deus! Eu não minto!
De repente, imaginei ver você no horizonte,
Mas, a realidade fez-me ver que estou sozinho,
É como a miragem da água no deserto sem fonte,
Ou como a ave perdida, na tempestade, sem ninho...
Acho que o nosso idílio chegou ao seu final,
Mas, eu não compreendo porque terminar assim,
Hoje, ao acordar, não encontrei seu corpo escultural,
E entendi que você tinha, realmente, se separado de mim!
No silêncio do meu quarto, nos cantos da nossa casa,
Encontro um pouco de você, e a lágrima, sentida, desce,
Fico imaginando outros braços... e as imagens me arrasa,
Ouvindo uma voz que me adverte: José, apenas, esquece!
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