segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A noite desce

A noite desce e sinto o cansaço,
Não tenho mais ânimo... para nada,
Engano á todos com meu peito de aço,
Quero caminhar, mas, não saio da estrada!

Acho, mesmo, que sou um dependente,
Dos teus beijos que tanto me enlouquece,
E do teu amor não passo de um ser carente,
Quando o sol se põe... e a noite escura desce!

Porém, a caravana passa e em silêncio continua,
Caminha devagar - sem pressa - bem lentamente,
Mas, a minha dor, anda à esmo por esta mesma rua!

Queria, ao menos, ser um pouco - um pouquinho contente,
E sonhar com a felicidade... que seria como um raio de luz,
Iluminando a noite que desce... para carregar a minha cruz!

Oferta:
Amores! Quem nunca sofreu... por amar alguém?
Quem nunca teve - uma só - desilusão nesta vida?
É como a noite que desce... e vai morrer no além,
E a gente pensa, que não volta depois da partida!
Aí, é que o apaixonado  tanto se engana e se ilude,
Pois, a noite que desce... é o ocaso da juventude!
Ser feliz, enquanto nossa alma, esta cheia de paixões:
Para não reclamar - depois - dos amores e decepções!

Itanhaém, 18 de jan de 2016

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

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