Conta-se, na espiritualidade maior, que as doenças são frutos dos nossos deslizes no campo fértil dos sentimentos e das emoções.
A nossa mente é um dínamo em constante emissão e recepção de pensamentos, principalmente, aqueles atrelados ao nosso passado, refiro-me às reencarnações sucessivas, que acabam por impregnar o perispírito e o espirito, das matrizes estigmatizadas e fixadas, para restabelecer a ordem e o equilíbrio da vida, vilipendiada tantas e tantas vezes pela nossa incúria em fazer o que é certo, o que é bom e o que faz bem ao nosso semelhante e à nós mesmos...
Isso posto, quero dizer que, enquanto não aprendermos e exercitarmos o verbo amar, na sua incondicional plenitude, seremos algozes de nós mesmos...
Cabe a cada um a mudança interior, estabelecendo novos paradigmas em detrimento das emoções desequilibradas, que soe acontecer na nossa trajetória pelos orbes e tempos vividos em prístinas eras...
Quando o ódio, a raiva, o ressentimento, o orgulho, a vaidade e egoísmo, fizerem morada na nossa mente e no nosso espírito, seremos joguetes dos irmãos das trevas e daqueles aos quais prejudicamos, em todos os sentidos, mas, principalmente, no campo das afeições, onde prejudicamos os que dizemos amar ou que cruzaram os nossos caminhos em outras vidas, quiça, nesta mesma vereda do tempo presente...
Aí, as nossas culpas e remorsos emergem com tal força, que não conseguimos nos desvencilhar dos elos estabelecidos com os obsessores, em contendas vingativas ou, simplesmente, porque nos tornamos presas dóceis, devido aos porões de nossa alma estarem cheios miasmas e ideoplastias fáceis de serem identificadas por tais entidades, que se locupletam dos nossos fluídos a ponto de nos deixar com sintomas de doenças, não identificáveis pela medicina tradicional, e que o Espiritismo vem esclarecer sem se envaidecer e auxiliar, incondicionalmente, dando de graça o que de graça recebe, em seus Centros Espíritas, espalhados pelos quatro cantos do mundo...
No sub consciente, neste porão da alma, estão todos os males borbulhando e, cabe a cada um, indistintamente, amar, compreender, tolerar e perdoar...
Mas, nada disso não deve ser "da boca prá fora", e sim com sentimento elevado de amor verdadeiro, onde reside a genuína caridade, que Jesus tanto apregoa em seu Evangelho, até os dias de hoje...
Há uma saída para as mazelas do corpo e da alma: Amar, perdoar e servir ao ppróximo!
" Mens sana in corpore sano!" Quando o corpo está doente a causa está, naturalmente, no porão escuro da alma...
Amar - como Jesus amou! Perdoar - como Jesus perdoou!
Tente uma, duas, trêz e, indefinidamente, sem limites estabelecidos... incondicionalmente!
Nosso sub consciente é o porão da mente e da alma, onde guardamos todas as emoções, sentimentos e traumas e, de vez em quando há necessidade "fazer uma limpeza", usando o perdão, compreensão, tolerância e amor para nos libertar, pois, se assim não fizermos, seremos campo fértil para o desenvolvimento de enfermidades somatizadas...
E esse arquivo de lembranças, desejos, pensamentos, palavras e ações, só pode ser reprogramado pelo perdão e a mudança de valores, servindo e amando o nosso próximo!
Falar mais, "é chover no molhado!"
A profilaxia é clara, ou preciso desenhar?
E tenho dito!
Itanhaém, 14 de nov de 2016
Jose Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
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