Pego a minha vassoura de pelo,
E saio por aí varrendo tudo,
Não varro nada com zelo,
Me olha o criado mudo!
Já tentei, varrer você do meu coração,
Fiz até o que não pude - tudo em vão!
Da nossa vida à dois fiz um balancete:
Varri o resultado, para baixo do tapete!
Mas - a tua presença - insiste em ficar!
De nada serve, a minha vassoura de pelo,
O negócio é aceitar - e viver este pesadelo!
Nada é para sempre e um dia tem que acabar,
Esse amor, encharcado de loucura e insano,
É uma vassoura de pelo... e desengano!
Itanhaém, 15 de nov. de 2016
Jose Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
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