A flor despertava para um novo dia,
Suas pétalas perfumadas e coloridas,
Era, na verdade, um hosana à Maria,
Doce encantamento de nossas vidas!
A tempestade marcava sua hora fatal,
Descendo dos céus com seus trovões,
Como sói acontecer em um temporal,
Igual ao que acontece - nos corações!
A chuva copiosa arrancou a flor mimosa,
No volume das águas formou a correnteza,
E descia... placidamente, aquela flor: A rosa!
Mesmo sabendo da morte... única certeza,
A flor com suas pétalas espalhadas escrevia:
Na correnteza violenta do adeus: Ave Maria!
Uma homenagem à Mãe de Jesus, que suportou ver seu filho morrer em uma cruz, na correnteza da intolerância do poder temporal dos césares e dos sacerdotes!
Itanhaém, 12 de jan de 2017
Jose Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
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