sábado, 28 de janeiro de 2017

Minhas duas netas: Beatriz e Isabela - rebuscando o lúdico e o virtual

Em férias, as duas em nossa casa da praia, é uma alegria imensa te-las ao nosso lado, embora cresçam as responsabilidades, somos e ficamos"ensopados" de felicidade, por poder compartilhar de momentos inesquecíveis e aprazíveis.
Antigamente, as estórias pertenciam ao folclore, lendas, usos e costumes do imaginário infantil, preservadas, oralmente ou nas leituras que as crianças ouviam embevecidas, pelas tradições do povo nas mais diversas camadas da sociedade, mas, hoje, os mundos da fantasia são intercalados com : Pokemon´s, super-heróis japoneses, personagens do imortal Disney e outros tantos, que explodem no mundo virtual das telas dos celulares, tablets e da mídia dos aparatos digitais e analógicos, nas mentes dos petizes incautos, que estabelecem o fim do diálogo em família e tolhe a imaginação fértil das gerações do futuro, que precisam de estudos em todas as áreas do conhecimento humano, para que não venhamos a ter descendentes neuróticos e robóticos, em detrimento dos valores morais e éticos, que se tornam obsoletos em função do ter pela destruição do ser... e sem querer ser fatídico, vou fazer uma rebuscada no anais da cultura popular brasileira.
O nosso folclore, que é um conjunto de tradições culturais, teve sua aprovação em 1951, sendo considerado um dos mais ricos do mundo, por ter em diversas regiões diversas lendas, contos e pontos que levam a imaginação ao mundo da fantasia, da utopia e dos sonhos sonhados acordados...
Ficamos encantados com as estórias do Baitatá, das lendas da sereias, do boto, curupira, mula sem cabeça, mãe d´água, os três porquinhos, negrinho do pastoreio, leitoinha encantada, lenda azul e a festa no céu, entre outras...
As festas - juninas, carnaval, natal, pascoa, do divino/reisado, candomblé, iemanjá e santos padroeiros, são outros traços da religiosidade da nossa cultura popular, que atinge as nossas expectativas de crença, mexendo com nosso imaginário... essas festas reúnem músicas, lendas, mitos, ritualísticas e  dogmas próprios de cada uma dessas manifestações, citaria: O bumba meu boi, as cavalhadas, o boi de mamão e o festival de parintins...
As cantigas de roda/cirandas - atirei o pau no gato, capelinha de melão, fui no tororó, o cravo e a rosa, entre outras inesquecíveis e, de permeio, as inocentes brincadeiras: jogar bolas de gude, pular a amarelinha, pega-pega, apostar corrida em carrinhos de rolimã nos declives das ladeiras...
Digo, também, da literatura de cordel que, embora não seja de origem brasileira, é sucesso garantido nas apresentações de entretenimento, pelos versos e trovas improvisados dos poetas repentistas...
Perdeu-se o espírito lúdico dos tempos de nossos avós, para adentrarmos no mundo virtual, sem o encantamento das belezas desse pretérito, que não volta nunca mais... como era antes.
Acho que, quem tem que mudar sou eu, para acompanhar minhas netas neste mundo presente... que já é o futuro...
São as minhas netas, crianças índigo, cristal ou diamante? Só sei que, para elas, tudo parece simples, inteligível, normal e com nuances de "Dejà Vu..."
Tal comportamento - deverá ser um "folclore" na realidade do porvir!

Itanhaém, 29 de janeiro de 2017

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

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