quinta-feira, 4 de maio de 2017

As dificuldades da convivência

Conjecturando, com com meus botões, estava a pensar nas dificuldades das convivências - entre os "mais chegados": Nossos cônjuges, filhos, parentes e aderentes - que a gente tem "que enfrentar" no orbe terrestre, quando de nosso estágio nas malhas das reencarnações, para adquirir valores e superar obstáculos nos campos das emoções do cotidiano familiar, onde campeia as picuinhas, raivas, ressentimentos e ódios gratuitos, que emergem dos recônditos das nossas almas, das profundezas de nossos egos que, segundo Freud, não há acasos nos "insigt´s" da intolerância, da incompreensão e da beligerância, entre pessoas familiares, então, o que pensar das contendas emocionais, que soe acontecer entre casais? Seria o fruto do determinismo? Não creio, mas, há uma possibilidade contundente, quando se fala em débitos do passado nas trilhas das reencarnações, às vezes, compulsórias...
Quando somos apegados à letra que mata, não entendemos as infinitas possibilidades da convivência, para resgates necessários e passamos a ser intolerantes, culpando o outro, quando, a maioria das situações, somos nós os maiores devedores, que queremos camuflar nossos erros, como se isso fosse possível, esquecendo-nos da lei de causa e efeito, da Justiça e Misericórdia do Eterno Pai de todos nós...
Geralmente, são os nossos interesses em primeiro plano... E compreender, amar, cooperar, perdoar e tolerar, são ilusões e panaceias das religiões cristãs, mas, aí vem o Espiritismo a nos dizer e ensinar o contrário, e só não entende quem não quer  entender ou faz ouvidos moucos...
Nós não procuramos "ouvir com ouvidos de ouvir e ver com olhos de ver", e assim, vamos nos tornando relapsos em relação às " coisas do alto ", e nos chafurdamos no egocentrismo, no orgulho e na vaidade, fechando as portas do nosso coração, para novos paradigmas e perspectivas contidas no Evangelho de Jesus e no Pentateuco de Kardec, que aplaina e disciplina as veredas da nossa imediatista e materialista alma imortal...
Muitas vezes, me parece um inexpugnável abismo o que separa a paz familiar da guerra dos interesses pessoais de cada um, que vive sobre o mesmo teto...
Quando tudo parece que está certo, vem a morte, que é um despejo do espírito, na morada do corpo, para auferir e aquilatar credito e débito, na contabilidade da vida... aí, é tarde para colocar em prática as lições amorosas do Mestre Nazareno... 
É hora de partir! Luz e trevas! Bem e mal! Livre arbítrio e decisão...
A impressão que temos é que não saímos do lugar e não atingimos a maioridade espiritual: Estacionamos no beco escuro das vaidades e do "doce far niente" das ilusões e utopias, que a vida, também, nos oferece... E aceita quem se compraz e nem uma prece a gente faz...
A bendita guerra, é contra os nossos defeitos da alma, nas cercanias dos sentimentos e emoções desequilibradas, sem administração eficiente no espirito e na mente e, também, no coração da gente!
Por vezes, o silêncio é de ouro. A tolerância é um tesouro e a raiva é um imenso e bravio touro!
A vida se renova pela morte nas novas oportunidades de convivência sadia, nos lares e nas mesas dos bares, nessa liberdade, ainda que tardia...Uma nova chance, um novo dia...
Sempre voltaremos ao ponto de encontro, enquanto houver desencontros...
Na convivência familiar: O silêncio é uma prece.... A compreensão e a tolerância é um ajuste... O amor, o perdão e a caridade... nenhum deles tem moeda sonante que lhe custe!

AS DIFICULDADES DA CONVIVÊNCIA, SÃO OPORTUNIDADES DE REABILITAÇÃO, ENQUANTO ESTAMOS JUNTOS E MISTURADOS... NESTA REENCARNAÇÃO!

Itanhaém, 04 de maio de 2017

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

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