sexta-feira, 19 de maio de 2017

Quando o amor floresce!


Quando o amor floresce? 
Por causa do teu desdém - peço à Deus - que a minha vontade de te perdoar seja maior que o meu medo de te amar!
No sacrossanto mister da união conjugal, vamos encontrar os afetos e desafetos de prístinas eras e, ao estabelecer os laços matrimoniais, através da Lei Civil, ficamos obrigados à certas responsabilidades, entre direitos e deveres, civis, morais e éticos, enquanto a Religião, transita  na obrigatoriedade, "de não separar o que Deus uniu..." 
Estes conceitos são arbitrários, quando se fala de um estado "eterno", do que pode e não pode, dentro da arena dos embates diuturnos do tempo, que caminha célere, impiedoso e inexorável, quando duas pessoas se unem, como cônjuges, na busca de um parceiro ou (a), para completar aquilo que chamamos de sonho, ao lado de uma "alma gêmea...", que tornará nosso mundo mais risonho...
Dentro da Lei das Possibilidades, tudo é possível àquele que faz e ao que crê, pois, a razão e o livre arbítrio, são irmãos siameses, bebendo e comendo na mesma fonte inexaurível, que sacia nossa sede e nossa fome de amar e ser amado...
Mas, sempre há um "mas..." 
Nem tudo são flores, alegrias e felicidade, ( Utopia? ) pois, a vida à dois, são somatórias de histórias de ontem, hoje e depois, como namorados, nubentes ou casados...
Se não houver cumplicidade, intimidade, afeto, carinho e desejo, ( ao menos um beijo...) as coisas vão " por água a baixo..." como se fosse um riacho correndo para o mar, na voluptuosidade da correnteza, que se mistura com a salinidade dos oceanos nas profundezas dos nossos desenganos...
Existem tantos sentimentos, tantas emoções das mais diferentes vibrações, dores e tristezas, amores e desamores, encontros e desencontros...
Somos, na" via crucis" da lida, a ânsia de ser feliz sem saber o que significa a felicidade, que, na verdade, é um estado de espírito, baseado na compreensão e tolerância do "outro", no perdão das ofensas, das picuinhas e dos melindres... tudo isso, pequeninas e importantíssimas insignificâncias, que não percebemos o quanto nos afasta da pessoa, que dizemos... tanto amar.
O reverso desta situação, que ensombra os nossos dias agourentos, pachorrentos e depressivos - é a doação de si mesmo, sem nada pedir em troca, apenas, amar pelo simples prazer de amar, para ver a outra pessoa feliz, pela doce renúncia do nosso ter, em ser e servir, silenciosamente...
A existência - em coabitação- pode ser um cemitério de lembranças e dores reais ou um jardim repleto de flores, de cores mil de infinitos matizes, onde somos felizes, cuja flor que mais viceja, chama-se: Amor!
Na nossa vida isso acontece: Quando o amor floresce!

Itanhaém, 19 de maio de 2017

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

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