segunda-feira, 24 de julho de 2017

Passando o tempo

Subi no morro para ver o meu amor passar.
Ela não passou... eu desci!

Naquele morro passa boi, passa baiada,
Só não passa o meu amor,
Porque nunca subiu lá!

Quando o sol raiar vou na praia ver o nascente,
Quando ele desmaiar no poente,
Vou vê-lo abraçar a noite..

Me pergunto:
Quando a gente morre vira presunto?
Não pode ser... um queijinho de Minas?

Quer saber de uma coisa?
Va caçar sapo de bodoque!

A mulher perdida é a mais procurada...
O homem perdido vai pro inferno!

Ita, 24 de jul de 2017

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

Como é difícil andar em linha reta

Andar em linha reta não é fácil, por isso, meus caminhos são sinuosos em qualquer tempo...
Sou um pregoeiro da amor, do bem e da verdade, embora sofra a compulsoriedade da dor e do desamor, que me mata pouco a pouco, me deixando quase louco...
Incompreendido, luto na arena da existência, para deixar bem claro, que só o bem vale a pena, pois, o mal que praticamos nos volta, às vezes, em dobro... mas, porque a humanidade cisma em continuar sua experiência nefasta neste quesito? Talvez, sejam nossas heranças atávicas, impregnadas no fundo da alma imortal, que se compraz no cadinho das dores superlativas, por que não? Cada um faz o que quer e como lhe aprouver... E fico neste meio termo, achando que todo mundo está certo e que o errado sou eu...
A insensibilidade dos homens que nos governam, dos empresários, que são nossos patrões, dos religiosos, que aproveitam da ignorância dos fiéis cobrando-lhes os dízimos e as "ofertas voluntárias" a que somos submetidos, com promessas de um mundo melhor ou de eternos paraísos nas cercanias dos céus... fico, assim, com vontade de fazer o mesmo e ser um desses trânsfugas das Leis divinas... que parece que para eles, "tudo dá certo!"
Porque entramos no processo de experimentação do mal sem sentimento de senso moral?...
Me transformo, quando chega a dor do arrependimento, que diminui o sofrimento, apagando as sombras do mal em mim, fruto da ignorância, que enseja a reparação nas jornadas necessárias ao progresso do meu espirito imortal.
Preciso reparar os "estragos", no exílio de outro orbe mais primitivo... haja vista, os exilados de Capela, que tinham uma vida sinuosa... e viemos para o planeta terra, que mil desventuras ela encerra...
Quem, por ventura, me pergunta porque sofremos, digo-lhe, sem medo de errar, que: é difícil andar em linha reta!

Mas, eu posso ser reto, já que tantos são oblíquos... e não é por mentes de lama, que eu deverei ser julgado, e sim, pela minha própria consciência e a justiça misericordiosa do Grande Arquiteto do Universo! Isso, chama-se : consolação, pois, é difícil, mas, não é impossível, basta, vontade férrea, inamovível e inexorável!
E tenho dito!

Itanhaém,24 de jul de 2017

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Perdição

Meus desejos, são desejos, totalmente, carnais,
E quanto mais desejo mais desejos tenho mais,
Palpito em frenesi, e no meu desejo me enleio,
Ao acariciar - a ponta do teu intumescido seio!

Todos os meus sonhos viraram pesadelos,
Quando apertei a tua mão gelada, na minha,
Quando - ofegantemente - beijei os teus cabelos,
Quando minha alma foi tua e deixou de ser minha!

Palpitações, ânsias, loucuras e fortes desejos,
Era uma noite cálida de verão... perfumando o ar,
Quando minha audácia se cobriu de pudor e de pejos!

Tudo isso teu corpo me provocou.... para te amar!
Porém, o erro foi de nós dois: " São coisas do coração!"
Sempre foi e será na vida o fator genético de uma perdição!

Ofertório:
Desde que o mundo é mundo que o sexo é perdição,
Às vezes, é praticado com amor e carinho ou em fúria,
Asseguro, "que não é pecado", a não ser numa condição:
O sexo ser  praticado, pelo diabo, da sodomia e da luxúria!

Itanhaém, 20 de jul de 2017

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )



quarta-feira, 19 de julho de 2017

Anchieta - o Santo de Itanhaém

Saia nas tardes iluminadas a pisar na areia,
À Virgem, em súplicas... ficava orando,
Imaginando o cantar de uma sereia,
Nas tardes inteiras, esperando...

Anchieta, em silêncio, medita,
É um meigo padre solitário,
Que na sua fé acredita,
Rezando seu rosário.

Catequiza, feliz, os aborígenes selvagens,
Cuida dos enfermos as suas chagas nuas,
Contemplando os céus e as paisagens,
Com seu breviário sob todas as luas.

Aves coroavam sua corajosa fronte,
Em revoadas, e as espumas do mar,
Beijavam seus pés na orla do monte,
E as flores atapetavam seu caminhar.

Era Anchieta apoiado em seu cajado,
Seguindo firme a sua nobre missão,
Nunca demonstrava estar cansado,
Com a cruz de Cristo em seu cordão.

Quando o índio seu tacape balança,
Anchieta ergue a cruz de Cristo,
Aí, o guerreiro, sua arma descansa,
E tudo sai... como era previsto!

Anchieta - era homem e fervoroso jesuíta,
Precisava vencer a carne e a índia nua,
E o fogo que nas suas entranhas crepita,
É um teste à sua fé, que no sexo apazigua!

Oferta:
Mãe de Jesus, protetora de Anchieta!
Cubra-o com seu sagrado manto azul,
Para que ele proteja, o nosso planeta,
De la onde brilha... O cruzeiro do sul!

Itanhaém, 20 de jul de 2017

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

Sombras... " Ce la vie!"

As sombras, são reminiscências do pretérito da lida vivida na minha cidade de São Lourenço, em Minas Gerais , quando eu, inocente e adolescente, sonhava com um futuro e uma vida cheia de prazeres e alegrias, sem atinar com a maldade dos homens e  a dura realidade da existência...


Encontrei-a sentada ao pé da escada de mármore de carrara, linda, sorriso enigmático e olhar estático...
Aproximei-me, devagarinho, como se fosse um gato palmilhando o tapete de veludo, cobrindo o salão de tacos em escama de peixe, desenhado pelas mãos do artífice marceneiro, que hoje não existe mais, e falei baixinho: 
" - Posso ser útil em alguma coisa?" Silêncio! Nada mais do que o frio silêncio e nenhuma menção de um movimento sequer... foi, para mim, uma angústia inominável tal procedimento de aparente apatia e desprendimento, do que à sua volta pululava de vida... Já ia saindo, tão devagar quanto me aproximara, quando ouvi uma voz canora, que dizia: " Por favor! Não se vá! Fique um pouco ao meu lado... não precisa falar nada, só ficar ao meu lado... me sinto muito só, fique, por favor!" E antes de rodopiar nos calcanhares, voltei-me para a mulher mais linda que já havia visto com esses olhos que a terra ha de comer, e abaixei-me para ficar ao lado dela e verificar o que podia fazer ou ser útil, como já havia dito... após alguns minutos de quietude falei em tom ameno e meio paternal: " Então, podemos conversar? Meu é José e o seu? " E ao levantar o olhar para me fitar nos olhos, vi que descia uma lagrima daquele rosto, delineado por Afrodite, a deusa da beleza que, também, o era do amor e, talvez, por isso, tenha eu sido flechado pelo cupido, que devia estar por perto... pois, fiquei aparvalhado, meio abestado, parvo e "ensopado" de amor à primeira vista...
Gentilmente, ofereci-lhe minha mão para erguê-la do piso gelado, em que sentara, principalmente, porque era uma tarde de inverno, quando os ventos sopravam de todos os lados, entrando pelas frestas das janelas e portas, mesmo fechadas a sete chaves, para escapar das baixas temperaturas, que soem acontecer nesses tempos de minuanos vindo do sul, cortando nossa pele sensível ao gélido teor polar... com sua mão estendida para a minha, apertei-a com carinho e puxei-a para mim com a intrepidez dos cavalheiros da távola redonda, dos tempos do Rei Arthur, e do amor de Lancelot pela rainha, esposa do rei, que devia proteger, mas, o amor falou mais alto... assim, nascia um amor impossível entre mim e a mulher sentada na escada de mármore de carrara...
Mas, porque impossível? Porque ela era, simplesmente, a mulher do maior transgressor da Lei da minha cidade, pois, ele era banqueiro do jogo de bicho, que era feito à luz do dia e consentimento da polícia que, costumeiramente, passava para um cafezinho e "pegar" a propina, que ficava em um envelope, dentro de um embornal, em cima da mesinha de vime, que sumia como por encanto... do móvel, em um canto, quando o Agente de Lei saía e dizia: " Até amanhã, se Deus quiser. Fiquem com Deus!" Ironia ou paradoxo da vida? Deixa isso prá lá!
Laura, uma mulher de rara beleza, era a mais cobiçada pelos homens, que faziam suas apostas, sonhando com a riqueza fácil, com a "sorte grande", pois, os bilhetes da loteria federal eram vendidos, também, sem problemas... mas, ninguém tinha coragem de dar uma piscadela ou fazer um gracejo, senão... poderia "virar presunto" boiando no rio Verde, carcomido pelos peixes... Fantasia ou verdade,  ninguém queria por à prova, aliás, ninguém duvidava...
Aquele encontro fortuito, tramado pelo destino, foi um marco em nossas vidas e na vivência de um amor à la Romeu e Julieta, cujo fim trágico não foi o nosso, pois, esse amor, de emoções e sentimentos elevados, teve seu apogeu no êxtase dos encontros, quando seu mantenedor financeiro se ausentava para seus compromissos "profissionais" na casa de jogos, chamada, também, de "Banca", que bancava os jogos feitos pelos cambistas espalhados pelos quatro cantos da cidade...
Mas, diz o ditado: "que tudo que é bom dura pouco..." e o nosso amor durou pouquíssimo, porem, foi infinito enquanto durou..."
Porque tudo acabou? É simples: Um dia, comecei a fazer jogos e bancar a metade dos mesmos, descartando somente a outra metade, ate que, um dia, deu uma centena e, pela argúcia de sentidos e sagacidade o banqueiro descobriu todo o esquema e me chamou para conversar, e como eu sabia que com ele não se brincava... o que fiz foi sumir: Anoiteci mas não amanheci, quer dizer saí na calada da noite e fui embora da minha cidade natal para a capital... e nunca mais voltei. Quer dizer:
O tempo, inexorável, passou... Um belo dia, voltei para rever os amigos, que um dia, eu deixei a chorar de tristeza, e a mulher, que muito amei, perdidamente, na solidão da missiva deixada no lugar de costume...
Fiquei sabendo que o "banqueiro", que diziam ser um matador, apenas, queria me conhecer e me dar trabalho na Banca, porque achava que eu era muito "esperto e inteligente..."
Mas, vai que... e na dúvida, optei por sumir do pedaço, com medo de ser despedaçado, quebrado e fragmentado, pelo amor e o pecado de "dividir os dividendos..." com o "Capo da mafia!" 
Hoje, passado tanto tempo, José voltou a sua terra natal e viu que, tudo está diferente... e a maioria das pessoas já faleceram, inclusive, o Banqueiro do jogo de bicho, que Deus o tenha!
De Laura, apenas e só, doces lembranças! 
Sombras... " Ce la vie!"

Obs: A colocação do personagem central ( José ) no texto, na primeira e segunda pessoa, é um estilo de escrita, para fazer entender que a vida imita a arte e a arte imita a vida! A realidade copia o sonho e o sonho copia a realidade, e entre todos e tudo ha uma intercessão!

Itanhaém, 20 de julho de 2o17

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

segunda-feira, 17 de julho de 2017

A visita do passado

Tudo é passado em minha vida:
As mulheres que amei e os sonhos desfeitos,
Muitas delas, vi-as vestidas de noiva... promovidas,
Ao altar do matrimônio... sonhando amores-perfeitos!

Fico a pensar naquela rosa, cheia de espinhos...
Que tanto desejei colher, para fazer um "bouquet",
Eu, que era louco varrido pelos seus carinhos,
Encontrei somente, desprezo e dor, vindo de você!

Então, ouço meus passos no assoalho da casa.
De repente... agita-se uma música ao piano,
Meu pensamento... converte-se em brasa,
Pela melodia saudosa do meu desengano!

Tudo se foi como zéfiro vento do oeste,
Tudo passou, tudo... tudo está desfeito!
Foi tudo que restou... do que me deste:
As pétalas mortas de um amor-perfeito!

Hoje, o meu passado esta visitando o meu presente.
E o interessante... é este espetáculo sem fim,
Para recebê-lo, meu coração, solenemente,
Formou um corredor de rosas no jardim!

!" São as melhores lembranças:
Dos amigos quando crianças...
Das mulheres que amei...
Dos meus sonhos...
Das esperanças...
Saudades vivas,
Que enfeitam meus devaneios,
Perdidos nas areias do tempo,
Que não se esvai,
E que da minha mente não sai,
Com medo da solidão..."


Itanhaém, 17/07/2017

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

sábado, 8 de julho de 2017

Arenas domésticas de causa e efeito

Li não sei quando e nem sei qual foi o livro, que:
" Uma família do século passado tinha uma filha que era o xodó de todos, principalmente, de seu genitor, que a amava de todo coração, cobrindo-a de mimos, elogios e fazendo todos os seus desejos de menina moça, por ser a alegria e a felicidade de seus dias... Tudo caminhava às mil maravilhas e, por esta razão, ao se aproximar dos seus tão esperados quinze ( 15 ) anos, seu pai resolvera fazer uma belíssima festa de gala, cheia de pompas e sem economizar recursos financeiros, para apresentá-la à sociedade tradicional local, dando vazão à sua felicidade ególatra de genitor, cheio de esperanças para o futuro da filha amada... e no momento em que a doce flor de seus anseios paternos desce as escadas em caracol, todos olham com admiração e encantamento, pela beleza singela e extasiante, como se descesse dos céus um anjo de esplendor, mas, ao chegar no centro do engalanado salão, ao som de uma música clássica, que daria início à cerimônia, eis que, o homem que a gerou recebe, no rosto, um tapa com tanta força, que quase vai ao chão de mármore de carrara, ao mesmo tempo em que ouvia dos lábios virginais de sua filha querida, a frase que ficaria em sua mente pelo resto de sua vida: " - Eu te odeio! " E de olhar esgazeado a jovem caiu em um torpor que a prostrou, de tal maneira, que foi levada aos seus aposentos e sendo diagnosticada como esquizofrenia crônica, que se manifesta, principalmente, na adolescência..."
Sem apontar os resultados dos fatos narrados " in passant", volto minha análise para os tempos atuais, quando, dos lares, emergem as "arenas domésticas", que estamos cansados de presenciar, sem atentar para as causas e a profilaxia para extinguir tais redutos de dores... inexplicáveis? Nem tanto!
Filhos que odeiam pais, pais que odeiam filhos, cônjuges que se odeiam e não se suportam, irmãos, primos e parentes aderentes que vivem em contendas entre outras picuinhas desavenças ostensivas ou dissimuladas... Escolhemos ou somos escolhidos para aprender a amar, porém, quando chega a hora do "vamos ver" é que a coisa pega... aí, aparecem as discórdias, os ressentimentos, os ódios e a maldade gratuita, sem que saibamos o porque tudo isso acontece, então, buscamos respostas na Filosofia, na Ciência e na Religião, sem encontrar o caminho da pedras e, não raro, deixamo-nos enveredar pelo desdém àquele que deveríamos amar, compreender e tolerar...
Se não conseguimos exercitar tais preceitos, devido reminiscências do pretérito cavernoso ( outras vidas... ) utilizemos a medida preventiva da Oração, para evitar que o mal se alastre no nosso coração, e se torne insuportável devido as Leis de Deus serem de amor, misericórdia, justiça, causa e efeito... e nelas, todos estamos sujeitos...
Cada dia, é uma chance que não volta mais, perdeu, perdeu... e o débito acaba por aumentar na medida em que ficamos na zona de conforto ou nos remoendo em ressentimentos... e, é bem verdade, que temos a eternidade como chance de reabilitação, mas, porque não utilizarmos o tempo para mudar e transformar a nossa vida e a vida dos nossos semelhantes? Isso, só nos fará bem e nos dará alívio das dores incompreensíveis... porém, sempre há um porém, a decisão é nossa através do livre arbítrio, sem nos esquecermos que, plantar é facultativo, mas, colher é obrigatório...
Transforme a arena doméstica em um parque de diversões, então, vamos brincar de amar: Eu te amo... eu te perdoo... eu te compreendo... e a recíproca tem que ser verdadeira, na mesma quantidade e qualidade, inversamente proporcional!
No ambiente do lar é que encontramos nossos maiores inimigos, para que aprendamos a conviver, pacificamente, a relação que malbaratamos nas emoções e sentimentos, que nos foram obsequiados pelos a quem dissemos amar... e enganamos! 
São dívidas, outras, de vários matizes, que contraímos delapidando o que nosso não era por direito, daí, surgirem as: 
Arenas domésticas de causa e efeito!

Oferta:
Somente o amor, o perdão, a compreensão e a tolerância, são os medicamentos salutares, para curar todas as doenças da alma, que invadem os lares em convulsão!

Itanhaém, 08/07/2017

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Politica titica por esses brasis afora

Politica titica, é essa que vem e fica na alma da gente, impregnada na nossa mente, pelos seres trevosos que nos governam, e não tem o mínimo de complacência com as nossas necessidades de cidadãos livres, neste estado de direito, dito democrático...
Os políticos, que foram eleitos para governar para o povo e em nome do povo, abdicam de seus deveres e juramentos, em prol de benefícios próprios, descumprindo as leis constitucionais da nação Brasileira, sem que a punição os alcancem, devido ao poder de influência, que exercem entre os que deveriam fazer triunfar a Justiça, pois, muitos desses paladinos do Judiciário, que deveriam seguir o caminho da verdade, da justiça e da ordem, ficam à mercê dos governantes, ao deixarem se corromper pelo vil metal ou por outras razões, principalmente, pelo fato de que seus espíritos são propensos ao mal e à maldade contumaz...
Porém, creio que, as forças da Justiça de  um Deus, Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis, um dia triunfará, e esses trânsfugas das Leis divinas, serão alcançados no cadinho das dores, onde seus delitos serão punidos, às vezes, nesta encarnação, nesta vida temporária que, brevemente e sempre, passa como nuvem em céu de chumbo, quando prenuncia a tempestade...
O poder nos faz perder a paz e a alegria de viver quando ele não é exercido para o bem e para a felicidade do semelhante... isso, é incontestável...
Dessa vida nada se leva a não ser a vida que a gente leva! 
Ilusões passageiras - são os domínios temporais dos poderes, os mais diversos...  
Vaidades - tudo é vaidade! Não somos donos de nada! Somos, apenas, administradores dos bens que chegam às nossas mãos, com grandes responsabilidades...
Somos assoberbados e arrogantes na ganância e no poder! Para que? Mais dia, menos dia, o vazio de nossa alma será o resultado de tanta maldade e irresponsabilidade... 
As leis de Deus, estão inscritas em nossas consciências! Não tem como fugir... e a Lei de causa e efeito alcançará nossos atos perpetrados nos caminhos do mal contra os semelhantes, inexoravelmente...
A corrupção, é como um câncer que vai matando, devagarinho, nossos governantes...
A criminalidade, de todo jaez, aliada aos poderes constituídos e não cumpridos, é a lepra que corrói os políticos e os poderosos - trevosos emissários do mal - responsáveis pelas nossas crianças, jovens, adolescentes e adultos, que deixam-se cair nas malhas das drogas e da criminalidade, vulneráveis que somos pela "morte" da esperança, trucidada, em nossa alma, pelos governantes empossados pelo voto livre e inconsciente...
Disse Jesus: " Geração de víboras, até quando vos tolerarei?"
À cada um segundo as suas obras, pois, quem planta vento colhe tempestade!
Minhas palavras cairão, certamente, em terreno arenoso, e serão motivos de chacota e desdém, nos corações empedernidos, pelos sentimentos malsãos dos políticos: Meus irmãos!
E tenho dito!

Itanhaém, 07 de julho de 2017

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

quarta-feira, 5 de julho de 2017

O Espiritismo e os espiritas

" A maior caridade que se faz pelo Espiritismo é a sua divulgação!"

Este conceito poderia ser um simples ditado popular, mas, é um roteiro para vivenciar a Doutrina de Allan Kardec na sua plenitude, pois, quem da testemunho de algo, tem que saber o suficiente sobre o que fala, para que não venha cair no ridículo e tornar a si mesmo objeto de troça, chacota, zombaria, etc e tal...
Vejo e lamento, que o movimento Espirita é muito tímido e reticente, mesmo entre os que o professam, pois, observo as religiões cristãs aumentando seus seguidores, enquanto em nosso meio estamos como a engatinhar ou dar os primeiros passos, trôpegos e sinuosos, vagarosos e medrosos, infelizmente, ao constatar o percentual ínfimo de adeptos do Espiritismo...
Outro problema, que caminha junto com o marasmo da Doutrina, são as picuinhas, o disse me disse resumido em intrigas, falatórios e boatos, que não chegam às vias de fato, mas, que causam problemas, que se avolumam no dia a dia dos trabalhos nas Casas Espíritas...
Se cada espírita fizesse o seu trabalho de divulgação, falando sobre a Doutrina, já seria de grande valia, pois, quando as idéias se propagam pelo" boca a boca", muita coisa muda em pouco tempo... aliás, não ha necessidade de alarde como se fôssemos arautos de tribos isoladas no seu "habitat..."
Vamos nos inspirar no Evangelho de Jesus e pregar a Boa Nova, para quantos encontrarmos pela vida a fora, sem sermos piegas e nem tímidos..
Vejo a Doutrina de Kardec, relegada a um plano secundário, e a fé religiosa como se fosse algo alienante... isso é um erro crasso na filosofia do compasso da fé raciocinada, que aprendemos nos primeiros passos encetados...
O papel do espiritismo é muito importante para a humanidade, mas, muitos espiritas não estão nem aí... aceitam e se comprazem na zona de conforto, sem se importar com os que tem sede de aprender, crescer e progredir...
Às vezes, ouvimos irmãos dizer: " Sou mais de ação do que de oração..." Depois do poder do amor o poder da oração é a força mais poderosa do Universo, então, vamos começar a orar para conseguir alcançar os nossos objetivos espiritas, relegados ao ostracismo... Avante trabalhadores!
O grande problema é que a oração se ritualizou, mecanicamente, e já não produz os efeitos esperados... Quando o pensamento, em oração, se alia à fé, propaga-se no infinito as forças magnéticas do Bem e do Amor, trazendo equilíbrio às instâncias e estâncias de longas distâncias...
Orar é suplicar, humildemente, os resultados positivos das nossas ações e intenções... e que nossas orações não sejam peças de oratória sem conteúdos.

" Espiritas: Instruí-vos! Espíritas: Amai-vos! " Digo-lhes mais: " - Espiritas: Uni-vos!"
A instrução, o amor e a união, tornam os espíritas insuperáveis na construção de um mundo melhor, mais justo e equânime. Pense nisso, aliás, somos os trabalhadores da última hora e o tempo de começar é: AGORA!
Vamos começar com o Culto do Evangelho no Lar?
E a evangelização infanto-juvenil? 
" Hoje, as crianças estão mandando dentro dos lares, e os pais tornaram-se coniventes com os desmandos dos filhos, na faixa dos 6 e 7 anos de idade, isso, é um absurdo!"
A desestruturação familiar é a raiz do problema, pois, família é amor, perdão, entendimento, tolerância... Pense nisso, também...


Itanhaém, 05/07/2017

Jose Aloísio Jardim    ( Sêo Jardim )


Deus é amor e vida

A vida é poesia divina,
Deus esta em toda a criação,
E tudo que existe... nos ensina,
Através da dor e da reencarnação!

Deus está no desabrochar das flores,
No vento que agita os meus cabelos,
No cintilar das estrelas em esplendores,
E na dor da alma por infaustos amores!

Deus esta dentro de cada um de nós,
Basta fechar nossos olhos e pensar,
Assim, nos ensinava nossos avós!

Deus é a sublimidade do verbo amar,
Habita no coração do crente... e do ateu,
Mesmo que ele pareça um hipócrita fariseu!

Ofertório:
Há um único Criador para tudo na vida,
Desde o micro ao macrocosmo... infinito!
Cada nascimento tem por efeito a despedida:
Pelo renascimento em Cristo... vos tenho dito!

Itanhaém, 05 de julho de 2017

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

sábado, 1 de julho de 2017

Sou aquele

                                     ( Reflexão )

Sou aquele - que prefere fazer tudo certinho,
Mas, não faço tudo ao " Deus dará..."

Sou aquele - que procura o melhor caminho,
Que não seja cheio de espinho...

Sou aquele - que persegue o amor e a luz,
Que emana do amor de Jesus...

Sou aquele - que demonstra o sorriso,
Para receber em troca - o que preciso...

Sou aquele - que cultiva flores,
Amizades, saudades e amores...

Sou aquele - que planta uma rosa,
E depois, faz versos e prosa...

Sou aquele - que tem a chance de ser mau,
De ser corrupto e, também, cara de pau...

( Mas, nada disso sou eu...
Sem a julieta... sou, apenas, mais um Romeu...)

Sou aquele - que me custa ser o que sou,
E por estradas estreitas, caminhando, vou...

Sou aquele - que colhe amores e paixões,
Deixando rastros, na areia, das desilusões...

Sou aquele - que mede e entende,
O tempo que tenho: o presente.
E o que pode esperar ou não,
Eu tenho que separar...
E colocar na minha caixinha,
De prioridades,
Pendências
Urgências,
E vontades...

Sou aquele - que, lá no fundo,
Uma voz me convida à voltar,
Rever tudo que aprendi - e fiz,
E se errei, na volta, consertar!
                                     
Hoje, é o passado que me ensina, 
Sobre tudo que foi bom e ruim,
E a escolha pertence à minha sina,
E ao meu jeito de cuidar do meu jardim...

Itanhaém, 02 de julho de 2017

Jose Aloísio Jardim    ( Sêo Jardim )