sábado, 8 de julho de 2017

Arenas domésticas de causa e efeito

Li não sei quando e nem sei qual foi o livro, que:
" Uma família do século passado tinha uma filha que era o xodó de todos, principalmente, de seu genitor, que a amava de todo coração, cobrindo-a de mimos, elogios e fazendo todos os seus desejos de menina moça, por ser a alegria e a felicidade de seus dias... Tudo caminhava às mil maravilhas e, por esta razão, ao se aproximar dos seus tão esperados quinze ( 15 ) anos, seu pai resolvera fazer uma belíssima festa de gala, cheia de pompas e sem economizar recursos financeiros, para apresentá-la à sociedade tradicional local, dando vazão à sua felicidade ególatra de genitor, cheio de esperanças para o futuro da filha amada... e no momento em que a doce flor de seus anseios paternos desce as escadas em caracol, todos olham com admiração e encantamento, pela beleza singela e extasiante, como se descesse dos céus um anjo de esplendor, mas, ao chegar no centro do engalanado salão, ao som de uma música clássica, que daria início à cerimônia, eis que, o homem que a gerou recebe, no rosto, um tapa com tanta força, que quase vai ao chão de mármore de carrara, ao mesmo tempo em que ouvia dos lábios virginais de sua filha querida, a frase que ficaria em sua mente pelo resto de sua vida: " - Eu te odeio! " E de olhar esgazeado a jovem caiu em um torpor que a prostrou, de tal maneira, que foi levada aos seus aposentos e sendo diagnosticada como esquizofrenia crônica, que se manifesta, principalmente, na adolescência..."
Sem apontar os resultados dos fatos narrados " in passant", volto minha análise para os tempos atuais, quando, dos lares, emergem as "arenas domésticas", que estamos cansados de presenciar, sem atentar para as causas e a profilaxia para extinguir tais redutos de dores... inexplicáveis? Nem tanto!
Filhos que odeiam pais, pais que odeiam filhos, cônjuges que se odeiam e não se suportam, irmãos, primos e parentes aderentes que vivem em contendas entre outras picuinhas desavenças ostensivas ou dissimuladas... Escolhemos ou somos escolhidos para aprender a amar, porém, quando chega a hora do "vamos ver" é que a coisa pega... aí, aparecem as discórdias, os ressentimentos, os ódios e a maldade gratuita, sem que saibamos o porque tudo isso acontece, então, buscamos respostas na Filosofia, na Ciência e na Religião, sem encontrar o caminho da pedras e, não raro, deixamo-nos enveredar pelo desdém àquele que deveríamos amar, compreender e tolerar...
Se não conseguimos exercitar tais preceitos, devido reminiscências do pretérito cavernoso ( outras vidas... ) utilizemos a medida preventiva da Oração, para evitar que o mal se alastre no nosso coração, e se torne insuportável devido as Leis de Deus serem de amor, misericórdia, justiça, causa e efeito... e nelas, todos estamos sujeitos...
Cada dia, é uma chance que não volta mais, perdeu, perdeu... e o débito acaba por aumentar na medida em que ficamos na zona de conforto ou nos remoendo em ressentimentos... e, é bem verdade, que temos a eternidade como chance de reabilitação, mas, porque não utilizarmos o tempo para mudar e transformar a nossa vida e a vida dos nossos semelhantes? Isso, só nos fará bem e nos dará alívio das dores incompreensíveis... porém, sempre há um porém, a decisão é nossa através do livre arbítrio, sem nos esquecermos que, plantar é facultativo, mas, colher é obrigatório...
Transforme a arena doméstica em um parque de diversões, então, vamos brincar de amar: Eu te amo... eu te perdoo... eu te compreendo... e a recíproca tem que ser verdadeira, na mesma quantidade e qualidade, inversamente proporcional!
No ambiente do lar é que encontramos nossos maiores inimigos, para que aprendamos a conviver, pacificamente, a relação que malbaratamos nas emoções e sentimentos, que nos foram obsequiados pelos a quem dissemos amar... e enganamos! 
São dívidas, outras, de vários matizes, que contraímos delapidando o que nosso não era por direito, daí, surgirem as: 
Arenas domésticas de causa e efeito!

Oferta:
Somente o amor, o perdão, a compreensão e a tolerância, são os medicamentos salutares, para curar todas as doenças da alma, que invadem os lares em convulsão!

Itanhaém, 08/07/2017

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

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