Saia nas tardes iluminadas a pisar na areia,
À Virgem, em súplicas... ficava orando,
Imaginando o cantar de uma sereia,
Nas tardes inteiras, esperando...
Anchieta, em silêncio, medita,
É um meigo padre solitário,
Que na sua fé acredita,
Rezando seu rosário.
Catequiza, feliz, os aborígenes selvagens,
Cuida dos enfermos as suas chagas nuas,
Contemplando os céus e as paisagens,
Com seu breviário sob todas as luas.
Aves coroavam sua corajosa fronte,
Em revoadas, e as espumas do mar,
Beijavam seus pés na orla do monte,
E as flores atapetavam seu caminhar.
Era Anchieta apoiado em seu cajado,
Seguindo firme a sua nobre missão,
Nunca demonstrava estar cansado,
Com a cruz de Cristo em seu cordão.
Quando o índio seu tacape balança,
Anchieta ergue a cruz de Cristo,
Aí, o guerreiro, sua arma descansa,
E tudo sai... como era previsto!
Anchieta - era homem e fervoroso jesuíta,
Precisava vencer a carne e a índia nua,
E o fogo que nas suas entranhas crepita,
É um teste à sua fé, que no sexo apazigua!
Oferta:
Mãe de Jesus, protetora de Anchieta!
Cubra-o com seu sagrado manto azul,
Para que ele proteja, o nosso planeta,
De la onde brilha... O cruzeiro do sul!
Itanhaém, 20 de jul de 2017
Jose Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
Pensamentos e sonhos de um Poeta chamado JOSÉ ALOISIO JARDIM " Membro Efetivo da Academia Itanhaense de Letras!"
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