segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A boca da barra de Itanhaém

Sozinho, caminho até a boca da barra,
Olho para a água do mar e do rio,
Onde meu olhar... se esbarra,
Neste mar, mar tão bravio!

Quando a água do rio invade o mar,
No refluxo gravitacional da maré,
Quedo-me sozinho a pensar:
E agora, e agora José?

A boca da barra... tem lá os seus mistérios,
Nas ondas que fazem... divisa com o rio,
Em perigo constante qual cadela no cio...

Olho com os meus olhos meio perdigueiros,
Caçando a esperança na volta dos marinheiros,
Os barcos atracando no Baixio, tem seus critérios!

Então, vem-me uma tristeza  de veras indefinida,
E uma névoa, devagarinho, se abate sobre mim,
Me envolvendo em recordações da minha vida,
De um passado, que me parece nunca ter fim!

Perdido no tempo das minhas memórias,
De antigas amizades - amores e saudades,
Que fazem parte ( ... ) das minhas histórias!

A boca da barra de Itanhaém - é um recanto indefinível:
Lá, a pedra, o mar e o rio canta, neste lugar aprazível!

E seu verbete, em latim é:
" Angulus ridet!" Não é, Beth?

Itanhaém, 10 de out de 2017

Jose Aloísio Jardim     ( Mr. Garden )



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