Quando o casal se encontre à beira da loucura pela insalubridade da convivência, é fatal que se busque remédio amargo para sanar o aparecimento de tal "doença", buscando recurso adequado ao reequilíbrio.
Feita a consideração sobre o assunto, é imperioso estarmos atentos aos princípios de causa e efeito que nos orientam nas engrenagens da vida cotidiana, solicitando aos cônjuges, que façam o máximo de esforço para que não venhamos a interromper os compromissos assumidos perante Deus e nós mesmos.
Para que possamos entender a "matemática" das uniões matrimoniais, faz necessário anotar que, à feição de organismo vivo e atuante, às vezes, adoece por desídia de uma das partes!
Uma união entre casais subentende compromissos com a família humana, entre pais, filhos e parentes... mas, principalmente, ao amparo mútuo dos cônjuges!
Considerando o problema na sua complexidade:
O que dizer do marido, que vai buscar o lazer efêmero e contumaz nas noites, alegando negócios outros, inadiáveis, deixando a companheira sem apoio e atenção?
E o que pensar da mulher que, sob desculpas de obrigações religiosas e sociais, amparo às causas públicas e atenção à parentela, que aparece sem avisar, recusasse o apoio sentimental de amor, carinho e união de corpos, que deve ao companheiro, que aceitou compartilhar-lhe os passos nas veredas da existência?
Quando duas pessoas, dois corações, que se entregam um ao outro, se fundem nas promessas, realizações e compromissos recíprocos, passam a responder de maneira profunda, aos impositivos da Lei de Causa e Efeito, dos quais não podemos escapar...
Portanto, é preciso que haja equilíbrio emocional e diálogo constante, na conivência cotidiana no lar, para que não despontem os temíveis conflitos, que emanam dos corações em desequilíbrio, pelo egoísmo e pelo descaso dos juramentos e palavras empenhadas, para realizar a sublime missão da constituição da família, pautada no amor, tolerância e compreensão...
Se te encontras nas ondas tumultuosas da desarmonia conjugal, evoluindo para a separação ou o divórcio, é hora de buscar alguma ilha de silêncio para que, em oração, encontre as respostas para seguir sua estrada... pontilhadas das pedras que estão cheias os nossos corações e a nossa mente...
Faça um auto exame, considerando suas atitudes e indagando seu comportamento perante quem compartilha contigo as agruras e vicissitudes da vida...
Talvez, descubra que, a causa e as razões do divórcio, das preocupações, perturbações e intranquilidades do lar, resida em si mesmo...
O divórcio é a última porta a ser aberta para a fuga deliberada de nossos compromissos, pela insatisfação de nossos desejos...
Um romance não deveria ter começado se não tivéssemos vontade manter-lhe a continuidade e se "não" gostássemos do outro o suficiente, mas, quando não há mais retorno, o negócio é contemporizar até que, à luz da oração, tomemos uma decisão...
Cara é o preço que pagamos quando lesamos alguém, sentimentalmente... e não podemos medir a resistência de um coração abandonado por outro e nem sabemos aquilatar as reações que virão daqueles que enlouquecem, na dor da afeição incompreendida, quanto isso acontece por nossa causa.
Tangendo este assunto, todos nós, espíritos vinculados à evolução no orbe terrestre, estamos altamente compromissados em matéria de amor e sexo e um dia seremos chamados a prestar contas de nossos sentimentos e examinar a realidade de nossas, intenções e atos consumados pelo livre arbítrio, especialmente os que se relacionam conosco... E se forem muito amargas as provas, infelizmente, elas deverão serem aplicadas para nossa evolução!
Somos herdeiros do nosso passado, e nessa condição, somos artífices do nosso destino.
O divórcio é um fracasso que nós não conseguimos superar, e o retorno ao cadinho da dor é um impositivo da Lei, que não conseguimos respeitar ou superar, na renúncia do nosso "eu", que falou mais alto...
A aceitação dos problemas de hoje nos livrarão das dores do amanhã...
Fatalidade e livre arbítrio coexistem nos mínimos detalhes da nossa vida... A opção é nossa!
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