sábado, 16 de agosto de 2014

Amor e paixão: Asssunto decantado.

Sempre achei, que havia amor à primeira vista, mas, hoje, penso diferente e entendo que, o que existe é paixão à primeira vista, porque a paixão é a suspensão temporária da razão, da lógica e do bom senso.
A paixão, é aquele sentimento irracional que, muitas vezes, consegue destituir de seu trono, a moral e a ética (condoídas), que tem uma grande praticidade de convivência com as atitudes intempestivas dos apaixonados, concedendo lhes a desculpa e o perdão, pelos seus atos sem reflexão...
A ética, tanto dos enamorados, quanto dos mais diversos protagonistas das ações políticas e gerenciais, demanda a reflexão, envolvendo o coletivo, que acaba por ser afetado com as verdades da paixão que, sempre, se arvora em dona da razão, sequestrando a lógica e o bom senso, pois, o mais importante, assim o creio, é, como dizia Millor Fernandes: " O importante é ter sem ter que o ter te tenha!" Portanto, ter paixão e não ser possuído por ela, é o caminho da convivência saudável - à dois ou coletiva - sem ser afetado pelos comportamentos descontrolados e inconfessáveis da paixão...
O amor, é a convivência compartilhada sem exigências... É mais doação, renúncia e desprendimento.
O amor, é uma referência da moral e da ética, sem nos sufocar na sua conduta, vivência e crença desse amor, com capacidade de acumular atitudes e ações, visando, unicamente, o bem estar do outro, e como já o disse Disrraeli: " A vida é muito curta para ser pequena!" Então, façamos dela o que deve ser feito, para não nos arrependermos mais tarde, pois, não haverá oportunidade, para voltar atrás e refazer o que está feito... 
O amor, consciente da sua essência e finalidade, que é a felicidade do outro, não mede esforços para realizar tal fato e, também, encontrar o que oferece...
A fonte da paixão, é a necessidade física, no amplexo de dois seres e, nas paixões, como da política, arte e outros viés, os mais diversos, tem como origem o egoísmo, a posse e o domínio total, como se dono o fosse da coisa almejada, desejada, sonhada e possuída, endeusando a sua posse, com requinte de um sadomasoquismo intransigente...
Estes dois predicativos, não são antagônicos, apenas, irmãos siameses, que tem a missão de conviver juntos, enquanto a separação não se processa, no íntimo da alma humana, para que ambos sigam, cada um o seu destino, pois, a praticidade da paixão, encontra no amor, o caminho da redenção, na fraternidade incondicional e universal, dos espíritos viajores - que somos - nas veredas da evolução!
O nosso dia a dia, enquanto a vida nos prodigalizar com o tempo, é a chance de mudar, transformar e buscar a felicidade - que a paixão nos acena no rebuliço da despedida - e o amor nos abre as portas, para sermos felizes... Em uma nova vida!














 

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