quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Muitos são os chamados...

Estava embebido de um sentimento de melancolia,
quando reclinei-me na relva umedecida do orvalho da noite,
e o sono veio bater à porta de minhas elucubrações,
porém,
afastei-o para bem longe...






Passei todo o tempo pensando no meu Mestre Jesus,
e na sua caminhada nas estradas da vida,
nas cercanias de Nazaré e outras cidades,
que seriam sua missão no amor e na dor,
para trazer à humanidade as diretrizes da fraternidade,
através dos ensinamentos da Boa Nova,
e da sua "via crucis" nas trilhas sinuosas do calvário,
até que os primeiros raios da aurora vieram me abraçar,
dando-me as boas vindas,
no romper de um novo dia...
então,
saí a caminhar pelos prados em flor,
que me embeveciam a visão e o olfato,
com a beleza exuberante e os perfumes das flores,
de vários matizes,
que enfeitavam a natureza,
cheia de vida e esplendores mil...






Era o mês de maio, quando a vida era
a própria esperança de dias melhores,
na orquestra do passaredo,
no zumbido das abelhas e no revoar das borboletas coloridas,
que pousavam de flor em flor,
como a saudar a paz,
( por um momento fugaz... )
que me invadia a alma,
cansada da jornada cotidiana...






Continuava a pensar no meu Mestre e,
de repente,
refleti que,
já se passara mais de dois mil anos,
e pouca coisa mudou na alma humana,
que continua com suas maldades,
orgulho,
inveja,
egoísmo,
vaidade  e outros defeitos do espírito imortal,
que recusa-se em mudar,
transformar,
perdoar,
amar...






Até quando,
Meu Deus?
Até quando?...






Cansado,
melancólico,
olhar perdido no tempo,
continuei caminhando e pensando em Jesus,
até que uma lágrima desceu de meus olhos,
não pelas dores do Meu Mestre,
e sim pela insensibilidade,
dos homens de má vontade!

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