sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O ser... Poeta!

Certa vez, querendo dizer que era um conhecedor da alma humana, disse-me um amigo:
 " - Todo poeta é um solitário, pois, ele só consegue inspiração, quando está na solidão..."
De uma certa forma, acho que está, redondamente, meio certo...
Qual é o poeta que não procura estar só, para receber a inspiração dos poemas e das obras literárias, as mais diversas? Não é verdade?...
Isso posto, dou uma parcela de razão ao meu companheiro fraterno, mas, não, totalmente...
O buscar a paz no canto dos passarinhos, na beleza e no perfume das flores, nas noites de luar,
no sussurro da brisa que passa e no marulho do mar, intensifica-se um motivo e um estado de espírito, para interiorizar e externar, tudo o que nos vai na alma e no abraço das palavras, que descrevem, como uma folha perdida ao léu, jogada ao vento, os sinuosos bailados no ar...
Eis aí,  a solidão do poeta:
Não há solidão infinda, e sim, momentos de abandono da nossa alma, para se embebedar na dança das letras, que compõem o sentido profundo de uma poesia ou de uma peça literária, nas frases cadenciadas e lógicas dos textos - bem ou mal escritos e descritos - essa filha pródiga da obviedade insustentável da solidão, que teima em não sair do porão escuro das nossas desilusões... Permeia, anda e passa, como se fosse um cupido tutelar, esse anjo redentor de tantos amores imperfeitos, que, às vezes, precisa estar no quarto das  luzes foscas do ego, para não sofrer da doença deste século, chamada de depressão, que invade desde o fraco e ao mais forte coração...
Ser poeta, é ter, de vez em quando, um "insight" de solidão...
Portanto, não há contestação, nem afirmação contrária, ao que se chama de solidão, por ter uma vida de paz e amor no coração:
Assim, são os poetas e escritores do mundo inteiro... onde o último é, sempre, o primeiro, quando a primavera começa seu florescimento,
na  estação de todas as flores, da vida e do renascimento...
As ruas, campos e jardins, coloridos de pétalas nesta natureza,
cheia de beleza,
que engalana o hemisfério sul...
Os dias e as noites de chumbo, essa cor cinzenta dos cemitérios, ficam para traz...
E tudo é alegria no ar perfumado das flores, neste tempo de comemoração da vida, da esperança e dos amores, que ensejam a perpetuação das espécies, em qualquer reino da natureza...
É neste tempo, que a solidão fica triste e vai embora, para dar espaço à inspiração do poeta, que verseja os mais belos poemas, num agradecimento à vida, que Deus presenteia, gratuitamente, à todos os seres viventes, principalmente, aos homens...
E, assim -  é o ser... Poeta!



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