segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Sementes da algodão

Minha sogra - por longo tempo trabalhou,
Na colheita - da plantação de algodão,
Foi um trabalho que sua saúde desgastou,
Mas, aos dois filhos nunca faltou o pão!


Um dia, seus filhos - de casa foram embora,
Deixando a saudade, morando em seu lugar...
Às vezes, percebe-se que ela, solitária, chora,
Pela filha... que nunca mais - vai regressar...


Fatalidade ou carma, realmente, compulsório?
Esta é uma pergunta, que não existe resposta:
Ajoelhada, todos a veem - diante do oratório!


Na sua crença, suas mãos, na Virgem encosta,
Buscando  a Jesus - que lhe ensinou o perdão,
Pela fé do tamanho de uma semente de algodão!...


" - Uma simples homenagem à minha sogra, Deolinda Piva,
por quem tenho um grande carinho e apreço, pois, foi
aquela que deu à luz à luz de meus saudosos momentos,
de paz e realização, na imagem de meus cinco rebentos..."

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