sábado, 23 de julho de 2016

A viuvez... interrompida

A viuvez se parece com a estação do outono,
Triste e sem cor tornam-se todos os seus dias,
E as noites, longas e intermináveis... sem sono.
Nas tardes fagueiras não existem as Ave-Marias!

Um dia, quando a felicidade era só alegria,
Ouvia dos lábios, doces e trêmulos: Eu te amo!
Como se fosse... a mais bela e esplêndida sinfonia,
Que a mudez do presente é fria a cada dia, mês e ano!

Hoje, a marcha fúnebre... é que explode no seu canto,
Como um réquiem... acompanhando a sua triste dor,
Num mar de saudade, cuja água é todo seu pranto,
Das lembranças do que foi a história do seu amor!
A vida fechou-lhe, implacavelmente, a sua porta,
E na paisagem ela parece, apenas, folha morta!

Ofertório:
Cansada, não quer mais viver: " Quer sair da vida!"
Ainda é muito jovem... e cheia de tanto desejo,
Por isso, muitas vezes... fica meio comovida,
Na esperança de amar e colher um beijo!

( Fica a saudade... 
da ausência da presença!
Em cada canto,
um desencanto,
desse "chinelo velho"
que abrigou o pretérito do presente,
desta alma, 
que ficou doente,
curada por Jesus
e seu Evangelho! )

Itanhaém, 23 de 07 de 2016

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )




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