Dentro da santa casa de misericórdia, ao visitar meu irmão consanguíneo, que tivera um AVC ( Acidente Vascular Cerebral ) sem poder falar, ouvindo e vendo com dificuldade, com a parte direita de seu corpo paralisada, fiquei pensando sobre a ironia da vida, pois, bem perto do hospital havia uma árvore frondosa, onde passarinhos cantavam com seus trinados treinados, por alguma divindade dos planos maiores da musicalidade do mundo espiritual, bem como as cigarras, faziam alarde com suas cantorias a pleno e longos haustos, enquanto, bem perto dali, os leitos do hospital eram bafejados pela dor e pelo pranto, que já não correm mais dos olhos avermelhados dos doentes, que se encontravam internados em situações de permanência total e irreversíveis, em razão de mazelas, sem esperança de cura ou de restabelecimento...
Era mês de setembro, quando a primavera dava seus ares de alegria e felicidade, através do canto dos passarinhos, das cigarras e da beleza vicejante, em todos os matizes, de flores mil...
Para quem estava no leito, era como se fosse um resgate compulsório das dívidas do pretérito, quando abusamos do nosso corpo físico, iludidos pelas facilidades que o mundo oferece e nós, pelo nosso livre arbítrio e ignorância das leis do amor, caímos nas suas esparrelas...
Mas, deixemos de lado esse assunto dolorido da alma humana, para nos atermos ao título em epigrafe:
( Em construção ) Aguardar!
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