segunda-feira, 19 de junho de 2017

Espiritismo nos dias atuais

Hoje, me veio a mente uma frase de Chico Xavier: " O maior inimigo do Espiritismo é o próprio espirita!" E ao pensar no conteúdo da mesma, busquei inspiração para falar sobre o tema e, aleatoriamente, reli alguns tópicos de obras que discorrem sobre a frase acima epigrafada:
Existe uma ala conservadora espirita, ortodoxa, que não esta sabendo como lidar com a juventude que está sem perspectivas em relação ao futuro,que se entregam ás drogas, aos prazeres mundanos e à velocidade, comprometendo a experiência física e está surgindo um Espiritismo de "velhos", onde a maior preocupação é desenvolver a mediunidade. Não tem havido no Movimento Espírita um direcionamento para a criança e o adolescente, através da Evangelização infanto-juvenil.
Os jovens estão pedindo Socorro!
Chico, já dizia, no Programa Pinga Fogo, que: " no futuro, a maior desgraça da humanidade estaria nas drogas e na figura traficante..." Estamos neste futuro fatídico... e o que os tímidos espiritas fazem? Ficam discutindo, nas reuniões, assuntos pessoais, egos e alter egos, mediunidade e vida em outros mundos, quando o problema está no orbe terrestre, onde se  faz, necessário e urgente, pois, as igrejas católicas estão ficando vazias e as pentecostais não atraem os intelectuais e acadêmicos de todo jaez... resta o Espiritismo, que parece esvanecer na pureza doutrinária, em detrimento da Caridade e do amor ao Mestre Jesus, nas páginas do Evangelho Segundo o Espiritismo, que nos mostra o Caminho, a Verdade e a Vida no Pentateuco Kardecista. A questão das drogas é uma ameaça maior do que a da guerra, pois, do outro lado da vida o problema continua com traficantes operando depois da morte do corpo físico, maus e terríveis cientistas desencarnados trabalhando na composição de novos produtos químicos que, em breve serão conhecidos pelos homens e quando falo em drogas, me refiro ao álcool e ao tabaco, onde se dá os primeiros passos na decadência moral e física do ser humano.
Espíritas, nós somos os trabalhadores da última hora, portanto, não deixemos que as forças das trevas sejam vitoriosas pela nossa incúria, vaidade, orgulho, soberba e egoísmo. Necessitamos trabalhar nas casas Espíritas com amor, dedicação e caridade, deixando de lado as picuinhas, os melindres e a satisfação do ego nas posturas de superioridade, pois, ninguém é maior do que ninguém e, conscientes dessas verdades, vamos nos unir em prol do amor à Causa e a Jesus.
Excesso de personalismo e elitização é joio na Seara.
Não devemos academizar o Espiritismo, pois, Jesus ensinou o Evangelho em praças publicas.
Nas casas espíritas, nos dias atuais, tem havido mudanças não condizentes com a Codificação, e cada um sabe, exatamente, do que estou falando... As  trevas agem com sutileza e competência, não descansa nunca, esperando uma "brecha" para entrar em sintonia conosco e executar seus planos planejados nas estradas obsessão, fascinação e subjugação.
Mas, conhecimento da Doutrina sem compromisso com seus postulados é como "chover no molhado..." é, em suma, teoria vazia de conteúdo. Conhecer a Verdade é caminhar para o amor. Somos seres repletos de fragilidade, mas, não somos acéfalos de mentalidade e os hábitos são mais difíceis de modificar, porém, não impossíveis...
Há urgência de reforma íntima... e o espirita esclarecido sabe que, ser útil e combater em si as imperfeições do espirito e toda inclinação de natureza infeliz que emerge de nossa alma, é sua obrigação diuturna... despe-se das vaidades, do orgulho, egoismo e personalismo, onde alimenta perigosas ilusões, achando esses "predicados" de grande importância, mas, que não são privilégios e sim deveres no aparar das arestas... e como diz o Dr Riccy, Mentor do Centro Espirita Seara Reluz: " O exemplo é a ferramenta do espirita e a Caridade a sua meta de vivenciar a Doutrina!"
Vamos trabalhar, para ensinar às crianças e aos jovens, os princípios e essência da Doutrina, em encontros, simpósios, congressos, reuniões e eventos de qualquer natureza, que enfoque e esclareça essas almas carentes de diretrizes espirituais, com preços módicos, para atingir um números maior de participantes.
Vamos fortalecer os núcleos Espiritas com adequação de métodos modernos, baseados nos postulados da Codificação, nas atividades consideradas de base e primárias, pois, quem se arvora em superioridade e mudando os conceitos básicos da Doutrina, não conhece o espírito da Doutrina.
O Espiritismo não tem ritualísticas, não tem imagens, não usa nenhuma indumentária, colares e adereços, cores e rezas, cerimônias de batizado, casamentos ou exéquias, enfim, é transparente nos seus princípios e condução de seus adeptos para o progresso espiritual... pelas leis do amor.
O espirita ideal é o espirita esclarecido, que não abre mão de sua oportunidade de ser útil.
Aos irmãos espíritas, de jornada terrena, que desviam os propósitos da Doutrina, fascinados pelas hostes da mal, temos a chance de perdoar, amar, entender e tolerar, sem pactuar, apenas, por eles: Orar!

Itanhaém, 19 de junho de 2017

Jose Aloísio Jardim    ( Sêo Jardim )

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