segunda-feira, 19 de junho de 2017

Saudade não tem hora... nem dia de finados

Na solidão das tumbas e dos caixões de defuntos,
O cemitério silencioso e cheio de ciprestes,
Também... está cheio de "presuntos",
De homens e mulheres cafajestes!

                                       ( In memorian )

Sepulturas cor de cinza, azuis e brancas,
Onde meus sonhos foram sepultados,
Junto às minhas palavras francas,
Do nosso tempo... de casados!

Tenho a alma viúva do teu amor,
E nesta laje fria - me debruço,
Gemo, ouvindo meu soluço.

Felicidade que se transformou em dor:
Hoje tua alma vive nos planos etéreos,
E eu... na paz suprema dos cemitérios!

Oferta:
Toda vez - que é dia de finados,
Vou, em pensamento, ao cemitério,
Rever o nosso tempo de enamorados,
E a dor da morte... esse grande mistério!

Itanhaém, 19 de junho de 2017

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

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