A gente, de repente, vai morar em uma casa, fica nela um bom tempo e acostuma-se com a rotina do dia a dia, vai conhecendo todos os cômodos, todas as áreas internas e externas, toma ciência das cores e dos mínimos detalhes, sabemos de cor e salteado tudo que é possível saber sobre a construção da nossa moradia, porém, dificilmente, adentramos no sótão da nossa residência, porque, lá, só existem coisas e objetos esquecidos pelo tempo, que não damos valor e que até, queremos esquecer, definitivamente...
Assim, parodiando o cotidiano das uniões matrimoniais e afetivas, o dito casamento, é como uma casa que a gente vai morar por toda uma vida ou por uns tempos, para, depois, mudarmos de endereço e ir viver em outro lugar, esquecendo ou não da moradia anterior, onde as lembranças, às vezes, teimam em aparecer de supetão, nos causando, ora tristezas, ora alegrias pelo tempo vivido, bem ou mal, nos dias do pretérito em estagiamos uma vivência para nossa evolução espiritual e cumprimento de metas traçadas na espiritualidade maior quando aceitamos aqui labutar para aprender...
Mudamos de residência, quantas vezes quisermos e, de casamentos, também...
O que havia no sótão da nossa casa e que la ficou quando mudamos? Talvez, nem saibamos... mas, no quarto escuro da nossa alma, carregamos conosco as mazelas, as dores, decepções, fantasmas e assombrações, que permanecem na nossa mente, aparecendo de quando em vez, para nos atormentar, ao lado de alguém que escolhemos para ser nossa "cara metade", por quanto tempo nem o sabemos...
Esta é a razão pela qual é preciso fazer uma "faxina" nas afeições do passado, perdoando e nos libertando das mágoas, que insistem em nos assombrar na calada da noite, desde o alvorecer de um novo dia que essas lembranças nos crucia...
Portanto, uma união afetiva, quando termina, devido a "n" motivos, plausíveis ou não, é preciso que busquemos a harmonização das mentes que, aparentemente, estavam em conflitos nos campos das " incompatibilidades de gênios", que soe acontecer na humanidade entres os ditos " homos sapiens ..."
Fixando o pensamento na assertiva de que - ninguém é de ninguém - a gente deveria entender que: somos usuários passageiros das emoções e sentimentos de amor, com que deleitamos, em momentos, nas alcovas da vida, que passam como passam as brisas de verão, deixando saudades no nosso coração...
Mas, é pelo nosso egoísmo e sentimentos de posse com a pessoa amada, que caímos no sofrimento e na dor da separação, quando isso acontece, e a gente não esta pronto (a) para um novo alvorecer, um novo amor, preso que estamos às amarras das conjunções carnais efêmeras, efêmeras, efêmeras...
Então, quando uma pessoa busca, ou não busca, e encontra um novo amor, precisa "deletar" a imagem do pretérito, esquecer a mágoa que é um corrosivo da alegria de viver, e uma alforria do coração pronto para ser feliz, outra vez...
Tem gente que adoece e entra em depressão, pela falta perdão no coração...
Mudemos nosso padrão de pensamentos, palavras e obras, voltadas em prol do nosso semelhante, em moto-contínuo constante, e abracemos o novo dia que começar a raiar no horizonte da vida na plenitude de um novo amor: O amor à Deus sobre todas as coisa e o próximo como a nós mesmos! Este - é a síntese de todos os Mandamentos e de todos os casamentos!
E tenho dito!
Itanhaém, 26 de novembro de 2017
Jose Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
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