sábado, 3 de maio de 2014

Procurando um caminho novo

                                                       ( Um conto sobre um encontro )
 Reflexões: "In passant"
Sempre acostumado aos reveses da vida, sempre achei que era um grande conhecedor da alma humana, e que tinha um estoico modo de pensar, impassível, diante da dor e do infortúnio, que acompanha os "homo sapiens", quem somos, predadores e conquistadores, corajosamente, inseridos na fortaleza do ego e do espírito imortal, cheio de razão... E preparado para a vida!
Ledo engano, eu nunca estive preparado para uma separação!
Explico, em detalhes: 
Estou casado há pelo menos, 26 anos, bem vividos...
Mulher formidável, companheira, amiga e "pau pra toda obra..."
Com o tempo, fui me acostumando com seu jeito de ser, mesmo sendo uma pessoa de opinião e um tanto intransigente, com as coisas do dia a dia, as mais simples que se possa imaginar... Pois, gosta que tudo seja feito da sua maneira e na hora que deseja... Já! Agora!
 
O divórcio é uma Lei humana para separar o que, de fato, já estava separado...
Quando, num casal, prevalece os bens materiais, como meta e objetivo de vida, geralmente, fracassa a união, através da separação...

Destaco aqui, que, desde os tempos de Moisés, não sendo a mútua afeição o motivo do casamento, a separação podia tornar-se necessária, para que não houvessem contendas e crimes passionais, que infelicitam a vida humana...
E para a traição, era o apedrejamento executado como punição...
Isso, antigamente!
 
A não ser o que procede de Deus e do amor, nada é imutável neste mundo... Portanto, não criemos expectativa de eternidade nos caminhos da felicidade...
 
E chega de sofrimento por causa de uma ideia, onde a perspectiva da separação está no campo da imaginação!
Se, algum dia, se tornar realidade, é porque não havia... Amor de verdade!

Quando um amor chega ao fim, está na hora de ir plantar flores... Em outro jardim!
 
Ninguém pode mudar as ações do passado, mas, pode mudar as atitudes do presente e fazer um novo fim!
" - É Chico, você tem razão, embora o caminho, aparentemente, seja a separação!"

Tudo está em nossas mãos! Nas nossas decisões! Nos nossos procedimentos!
Então, procuremos um caminho novo... E não deixemos a nossa vida sentimental... Na boca do povo!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A vida do jeito que ela é. ( Conto meio tonto )

Todo dia era a mesma coisa, para o casal de uma prole razoável, pela quantidade de filhos que tinham.. Eram sete!
Joana, era uma mulher formidável, e Marcos não ficava atrás... Era um casal dedicado aos filhos na mais alta expressão da palavra, pois, deixavam de curtir as horas de lazer, deixando para segundo plano, para se dedicarem aos petizes que pareciam tão felizes...
Mas, nem tudo são flores, e a Joana sempre falava, asperamente, com o Marcos, com segunda intenção, mas, sem intenção de ofende-lo...
Colocar defeitos era o seu jeito de dizer o que sentia, no âmago de seu ser traumatizado, com alguma coisa que aconteceu na sua infância, no seu passado, e que nunca contou à ninguém... Afinal, "segredo que se compartilha passa ser um arquipélago e não uma ilha", diz o velho ditado!
A incompatibilidade de gênios era gritante, não havia química entre os dois amantes... Eu disse amantes? Ratifico: Eram mais amigos, do que um casal, nas trilhas do amor conjugal...
O tempo que este relacionamento dura, parece uma eternidade...
Era um dia aziago, quando Joana chegou para o Marcos e falou sem esperar que ele entendesse:
 " Eu gostaria de me separar de você... Da sua parte peço, apenas, uma pequena pensão, para que possa me arrumar na minha nova vida, isso é justo e acho que mereço, não?"
Sabia que merecia!
Atônito, Marcos recebeu aquela notícia como uma punhalada em seu coração, pois, foi justamente, neste instante, que entrou em arritmia cardíaca e quase teve uma síncope daquelas...
Marcos, pediu arrego e falou que não gostaria de "perder" aquela mulher que, do seu  modo ser, amava-a com grande carinho, talvez pelo tempo e a convivência, mesmo atribulada como era...
Joana, voltou atrás, com uma frieza nos olhos, que espantava até saci-pererê ou mula sem cabeça...
O tempo foi passando...
Marcos lembrava do dia em que a Joana disse para ele, de pé na porta da cozinha: " - Marcos, hoje sei que a diferença de idade conta muito entre nós, e se pudesse me separaria de você neste momento..."
Este filme ele já conhecia... Mas, que doeu, isso doeu... Novamente!
Continuam juntos, por mera conveniência, até o momento, ou quando decidirem tomar rumos diferentes... Ou até que a morte os separe!
Entendo que esta história é como aquele conto chinês que, quando se quebra o vaso  de porcelana, não há artífice que consiga colar as partes quebradas, com perfeição...
O tempo, só o tempo é quem tem a resposta para todas as dores, amores e desamores...
O lado ruim dessa história, é a continuidade do relacionamento, que não dá mais para discutir e chegar a um acordo que seja bom para ambas as partes...
Aí, o casal se anula e perde o gosto de viver... juntos!
E continuar, como se nada está acontecendo, infelizmente, passa-se a viver um martírio na solidão à dois, pois, as pequeninas coisas, começam a irritar e tornarem-se semelhante " a uma bola de neve rolando morro à baixo..."
Aumenta-se o volume dos queixumes, picuinhas, desavenças e ciúmes...
E o que fazer para resolver a situação?
Não há uma receita! Cada um tem que achar o caminho... Sozinho!
E assim, Joana e Marcos, seguem suas rotinas no marasmo de suas vivencias - perdidas - na encruzilhada da vida!
São almas que tem muito a resgatar, e nos sentimentos negativos que nutrem um pelo outro, vão, certamente, aprender a amar!
Tem certas coisas que são imutáveis, quer dizer, nem tanto, mas, mudar o rumo, às vezes, é caminhar para um abismo ainda maior e mais profundo, porém, Deus nos deu o Livre-arbítrio, para que possamos fazer tudo que queremos, temos vontade e nos apraz!
" Tudo nos é permitido, mas, nem tudo nos convém..."
" Plantar é facultativo, mas, colher é obrigatório..."
Dito estas palavras, fico a pensar neste conto e fico tonto, de tanto me preocupar com o desfecho deste casal, que se parece tanto com a minha vida... Do jeito que ela é!
Mas... Não é igual, em alguns detalhes!
Ainda bem...
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Esqueci a manteiga... ( Conto das cercanias do sul de Minas )

Naquele dia, o Zé saiu de casa muito cedo, dizendo que ia na padaria comprar pão para o café da manhã...
Antes, deu um beijo na sua esposa e recebeu uma admoestação: " Como você é chato!"
Saiu de mansinho, sem falar nada...
Nunca mais voltou, deixando a esposa como uma barata tonta de tanto procurar, inutilmente, pelo fujão sem coração...
Andou, sabe lá por onde, mas um belo dia... Já tinha se passado muitos anos, o Zé voltou cantando uma parodia da canção do Nelson Gonçalves: " Boemia, aqui me tens de regresso e suplicante te peço, a minha nova chance de te amar como "velhos" amantes..."
Dona Maria, abriu a porta  e com o pé segurando a folha por baixo, disse ao fugidio "seu" Zé: Olha aqui seu safado, fazem anos que seguro a barra, sozinha, com nossos filhos, ao me deixar na solidão,  que já nem sei quanto tempo se passou... Pode entrar, mas, você vai ouvir o que está entalado aqui a tantos anos... Vou acabar com a sua vida, e daqui para frente, vai ser do meu jeito "seu" imprestável, vagabundo, ordinário... Vou te colocar na linha... Vai, entra logo fdp...
Antes de entrar, o Zé falou, calmamente, com aquela voz conhecida pela Dª Maria, desde que eram casados no civil...
" - Olha Maria, esqueci de comprar a manteiga... Vou na padaria e volto já..."
Até hoje, Maria espera que o "seu" Zé volte para passar manteiga no pão...
Moral da história:
" Viver com mulher rabugenta, nenhum homem, "macho", aguenta!"

Versinhos

Este é um doce mistério que vejo,
todo dia... passar pela minha rua,
o teu andar que atiça o meu desejo,
quanto te olho sob os raios da lua...

A chuva batendo na janela,
descreve arabescos na vidraça,
eu morrendo... de saudades dela,
olhando a chuva... que nunca passa!

Sou, assim, como ave sem ninho,
longe de ti... amada minha!
Queria ser como um passarinho,
que sob suas asas se aninha...

Na vida, tudo é uma questão de fé,
tem gente que tem fé de menos,
mas, uma coisa a gente sabe que é:
Fé de mais quem exala venenos...

Quem não gosta de beijo na boca,
tem horror e trauma do sexo oposto,
fica com a alma meia que como louca,
sem tesão - morrendo...  Só de desgosto!

Não existe condenação, para o gesto do "gay",
tudo é uma forma de ser e de opção,
onde não sou "entendido", nem nada disso eu sei,
mas, fica aqui uma singela reflexão:
Se Deus quisesse a homossexualidade ao vivo,
teria criado invés de Adão e Eva:
O casal Adão e Ivo!

Ser ou não ser, esta continua sendo a questão,
do drama... shakespeariano!
A homossexualidade tem no silêncio aversão,
e no desdém... condenação!

Julgamos... com os preconceitos arraigados,
das noites do tempo da suprema Inquisição,
quando confessávamos. os nossos pecados,
àqueles que matavam sem dó nem perdão!

Mas, tudo passa, e tudo, um dia, tem um fim...
e você que esta me lendo neste momento,
não se preocupe com palavras que vem de mim,
pois, sou apenas... Arauto do pensamento!

Hoje,
é o Dia do Trabalho!
Neste dia,
Ninguém
quer fazer nada,
mas,
Todo mundo,
quer descansar...
Ninguém
quer morrer,
mas,
Todo mundo,
quer viver...
E aí cara...
Você é Ninguém ou Todo mundo?
Vou parar de trabalhar,
 e descansar como Todo mundo...
 E isso eu faço...
Como Ninguém!
Fui!

















































O sol e a vida

Lá fora o sol, incandescente, brilha,
como uma tocha de chama em fogo,
abrasando toda a terra e meu coração,
perdido... na ultima cartada do jogo!

Como eu queria... falar que estou feliz,
que a vida é um presente doado por Deus,
que tudo de ruim feito fui eu quem quis,
exceto os filhos que são, todos, filhos meus...

Dizem que o sol é como o fogo que purifica,
tudo aquilo em que toca com o seu calor,
mas, cada vez que sinto a invasão: Fica,
a marca, indelével, de uma nova dor!

Sol, tu que trazes esquecidas lembranças,
do tempo das brincadeiras com outras crianças,
da adolescência que não volta nunca mais...

Sol, bom dia! Amigo de todos os dias, jamais
falarei de tristezas e muito menos de desconfiança,
pois, me brindas todos os dias, com os raios da esperança!

E na expectativa da morte, faço um brinde: À VIDA!
Mesmo que seja esta, a ultima  e dolorida cartada,
deixo que o sol castigue-me com o seu calor...

E nas noites frias, enfrentarei sozinho, os reveses da LIDA,
para entrar, de cabeça erguida... na ultima morada,
reservada aos peregrinos - proscritos do amor!





















Poemeto da vera ilusão


Penso e...
Procurarei teu corpo
e me perderei,
nas curvas,
sinuososas,
das tuas pernas,
lascíviamente,
gostosas...

Nas minhas
mãos,
ficará o perfume,
inebriante,
das tuas mãos...

Teus beijos,
deixarão,
marcas profundas,
na minha
epiderme,
e na minha alma...

Este amor,
bandoleiro,
viverá de chegadas
e partidas,
e sendo inquieto
e insano,
sofrerá
pela ausência
da tua presença,
com o passar
dos anos...

Penso e...
"Quando te beijo,
quando te acaricio,
aumento o teu desejo,
como uma gata... no cio!"

Somos feitos,
um para o outro,
enfim,
meio... sem jeitos,
somos
como a rosa e o jardim...

Teu nome...
Teu nome pode ser Maria,
ou outro nome qualquer,
mas, Maria, combina
melhor,
sendo, de Jose:
A última, grande mulher!...

Utopias, quimeras e fantasias,
Desejo e amor platônico, são:
E fazem parte... todos os dias,
deste: Poemeto da vera ilusão!





  


















Quqndo o amor acontece

É diferente  de uma tórrida paixão,
o amor quando no peito acontece,
invade sem avisar o nosso coração,
e um furacão é o que mais parece!

O amor é um sentimento bem nobre,
acontece com o rico e o mais pobre,
na encruzilhada dos destinos  se faz:
Nesta felicidade a gente se compraz!

Pedimos... que o amor tome conta,
da nossa intimidade e da nossa vida,
somos fiéis... e ninguém mais apronta!

Assim, é o amor à dois, minha querida:
Onde minha alma mergulha e adormece,
na tua alma... quando o amor acontece!...