Naquele dia, o Zé saiu de casa muito cedo, dizendo que ia na padaria comprar pão para o café da manhã...
Antes, deu um beijo na sua esposa e recebeu uma admoestação: " Como você é chato!"
Saiu de mansinho, sem falar nada...
Nunca mais voltou, deixando a esposa como uma barata tonta de tanto procurar, inutilmente, pelo fujão sem coração...
Andou, sabe lá por onde, mas um belo dia... Já tinha se passado muitos anos, o Zé voltou cantando uma parodia da canção do Nelson Gonçalves: " Boemia, aqui me tens de regresso e suplicante te peço, a minha nova chance de te amar como "velhos" amantes..."
Dona Maria, abriu a porta e com o pé segurando a folha por baixo, disse ao fugidio "seu" Zé: Olha aqui seu safado, fazem anos que seguro a barra, sozinha, com nossos filhos, ao me deixar na solidão, que já nem sei quanto tempo se passou... Pode entrar, mas, você vai ouvir o que está entalado aqui a tantos anos... Vou acabar com a sua vida, e daqui para frente, vai ser do meu jeito "seu" imprestável, vagabundo, ordinário... Vou te colocar na linha... Vai, entra logo fdp...
Antes de entrar, o Zé falou, calmamente, com aquela voz conhecida pela Dª Maria, desde que eram casados no civil...
" - Olha Maria, esqueci de comprar a manteiga... Vou na padaria e volto já..."
Até hoje, Maria espera que o "seu" Zé volte para passar manteiga no pão...
Moral da história:
" Viver com mulher rabugenta, nenhum homem, "macho", aguenta!"
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