Vagava de flor em flor,
A linda, borboleta azul,
Era um convite ao amor,
Na cidade, do litoral sul!
Era, uma linda mulher,
Sempre de azul vestida,
Oferecia a quem quiser,
Os prazeres da sua vida...
Conhecida por toda gente de bem,
Como borboleta azul desta cidade,
Do litoral sul... A nossa Itanhaém,
Nunca pôde encontrar a felicidade...
Ao vender o corpo desde a adolescência,
Caiu na arapuca de um destino bem cruel,
Sofre, hoje, nas lágrimas da concupiscência,
O amargo fel da taça, ao invés do doce do mel...
Porém, o que mais lhe causa insandicidade,
É ter ficado, por alguém que amou, desprezada,
E por ter sido, assim, na rua da vida, abandonada,
por um amor verdadeiro que lhe negou a felicidade...
Hoje a borboleta azul, vive triste e ao léu,
Pelas ruas da cidade, a pedir esmola,
desquitada das delícias do céu,
Em Itanhaém: A sua escola!
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