Lá fora o sol, incandescente, brilha,
como uma tocha de chama em fogo,
abrasando toda a terra e meu coração,
perdido... na ultima cartada do jogo!
Como eu queria... falar que estou feliz,
que a vida é um presente doado por Deus,
que tudo de ruim feito fui eu quem quis,
exceto os filhos que são, todos, filhos meus...
Dizem que o sol é como o fogo que purifica,
tudo aquilo em que toca com o seu calor,
mas, cada vez que sinto a invasão: Fica,
a marca, indelével, de uma nova dor!
Sol, tu que trazes esquecidas lembranças,
do tempo das brincadeiras com outras crianças,
da adolescência que não volta nunca mais...
Sol, bom dia! Amigo de todos os dias, jamais
falarei de tristezas e muito menos de desconfiança,
pois, me brindas todos os dias, com os raios da esperança!
E na expectativa da morte, faço um brinde: À VIDA!
Mesmo que seja esta, a ultima e dolorida cartada,
deixo que o sol castigue-me com o seu calor...
E nas noites frias, enfrentarei sozinho, os reveses da LIDA,
para entrar, de cabeça erguida... na ultima morada,
reservada aos peregrinos - proscritos do amor!
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