sexta-feira, 2 de maio de 2014

A vida do jeito que ela é. ( Conto meio tonto )

Todo dia era a mesma coisa, para o casal de uma prole razoável, pela quantidade de filhos que tinham.. Eram sete!
Joana, era uma mulher formidável, e Marcos não ficava atrás... Era um casal dedicado aos filhos na mais alta expressão da palavra, pois, deixavam de curtir as horas de lazer, deixando para segundo plano, para se dedicarem aos petizes que pareciam tão felizes...
Mas, nem tudo são flores, e a Joana sempre falava, asperamente, com o Marcos, com segunda intenção, mas, sem intenção de ofende-lo...
Colocar defeitos era o seu jeito de dizer o que sentia, no âmago de seu ser traumatizado, com alguma coisa que aconteceu na sua infância, no seu passado, e que nunca contou à ninguém... Afinal, "segredo que se compartilha passa ser um arquipélago e não uma ilha", diz o velho ditado!
A incompatibilidade de gênios era gritante, não havia química entre os dois amantes... Eu disse amantes? Ratifico: Eram mais amigos, do que um casal, nas trilhas do amor conjugal...
O tempo que este relacionamento dura, parece uma eternidade...
Era um dia aziago, quando Joana chegou para o Marcos e falou sem esperar que ele entendesse:
 " Eu gostaria de me separar de você... Da sua parte peço, apenas, uma pequena pensão, para que possa me arrumar na minha nova vida, isso é justo e acho que mereço, não?"
Sabia que merecia!
Atônito, Marcos recebeu aquela notícia como uma punhalada em seu coração, pois, foi justamente, neste instante, que entrou em arritmia cardíaca e quase teve uma síncope daquelas...
Marcos, pediu arrego e falou que não gostaria de "perder" aquela mulher que, do seu  modo ser, amava-a com grande carinho, talvez pelo tempo e a convivência, mesmo atribulada como era...
Joana, voltou atrás, com uma frieza nos olhos, que espantava até saci-pererê ou mula sem cabeça...
O tempo foi passando...
Marcos lembrava do dia em que a Joana disse para ele, de pé na porta da cozinha: " - Marcos, hoje sei que a diferença de idade conta muito entre nós, e se pudesse me separaria de você neste momento..."
Este filme ele já conhecia... Mas, que doeu, isso doeu... Novamente!
Continuam juntos, por mera conveniência, até o momento, ou quando decidirem tomar rumos diferentes... Ou até que a morte os separe!
Entendo que esta história é como aquele conto chinês que, quando se quebra o vaso  de porcelana, não há artífice que consiga colar as partes quebradas, com perfeição...
O tempo, só o tempo é quem tem a resposta para todas as dores, amores e desamores...
O lado ruim dessa história, é a continuidade do relacionamento, que não dá mais para discutir e chegar a um acordo que seja bom para ambas as partes...
Aí, o casal se anula e perde o gosto de viver... juntos!
E continuar, como se nada está acontecendo, infelizmente, passa-se a viver um martírio na solidão à dois, pois, as pequeninas coisas, começam a irritar e tornarem-se semelhante " a uma bola de neve rolando morro à baixo..."
Aumenta-se o volume dos queixumes, picuinhas, desavenças e ciúmes...
E o que fazer para resolver a situação?
Não há uma receita! Cada um tem que achar o caminho... Sozinho!
E assim, Joana e Marcos, seguem suas rotinas no marasmo de suas vivencias - perdidas - na encruzilhada da vida!
São almas que tem muito a resgatar, e nos sentimentos negativos que nutrem um pelo outro, vão, certamente, aprender a amar!
Tem certas coisas que são imutáveis, quer dizer, nem tanto, mas, mudar o rumo, às vezes, é caminhar para um abismo ainda maior e mais profundo, porém, Deus nos deu o Livre-arbítrio, para que possamos fazer tudo que queremos, temos vontade e nos apraz!
" Tudo nos é permitido, mas, nem tudo nos convém..."
" Plantar é facultativo, mas, colher é obrigatório..."
Dito estas palavras, fico a pensar neste conto e fico tonto, de tanto me preocupar com o desfecho deste casal, que se parece tanto com a minha vida... Do jeito que ela é!
Mas... Não é igual, em alguns detalhes!
Ainda bem...
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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