segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Citações com um soneto inacabado

Um homem cego é mais feliz quando se ajoelha diante de Deus do que um ganancioso que pode enxergar.

A verdade e a coragem devem andar juntas para fazer justiça.

A vivência de um amor sincero, dedicado e preocupado com o outro, torna a vida mais fácil de suportar nas suas agruras tempestuosas.

A distancia e o tempo cicatrizam as dores da alma de um amor não correspondido, de uma desilusão ou uma separação, consensual ou não.

Com o passar do tempo mudamos nossos conceitos do que é certo e direito.

Somos seres mutáveis de nossos hábitos nas pequeninas passagens, na convivência com nossos semelhantes... que sejam, parentes, amigos, amores ou amantes

Às vezes, não queremos ver o que olhamos, razão essa, que prorroga a dor do que queremos, mas, que não nos pertence, pois, só temos a posse daquilo que nos dão... com amor e prodigalidade.

Dar e receber, equilibra e acalma a dor de nossa alma.

Quando duas pessoas caminham com passos incertos, do abismo fica mais perto.


O amor e a paixão, um do outro, são muito diferentes,
Um é cheio de bom senso e o outro não tem razão!
O amor é como um riacho de águas corrente,
A paixão é como tsunami em destruição.

Quando somos os únicos culpados,
Entre o que é meu, o seu e o nosso,
Passamos a vida a viver no passado,
Nas estradas dolorosas, do remorso!

Às vezes, a dor nos vem fazer justiça,
Pelos erros cometidos, tempos atras,
De nada adianta confessar e ir à missa,
Se você foi - um pecador - contumaz!

Itanhaém, 09 de fev de 2016

Jose Aloísio Jardim    ( Sêo Jardim )





sábado, 6 de fevereiro de 2016

Sobre o céu e o inferno

O céu ou o inferno, é um estado de espírito de acordo com nosso mundo interior, através de nossos pensamentos, palavras e obras, em prol do nosso semelhante e de nós mesmos pelas trilhas do livre arbítrio...Os cristãos, infelizmente, adotaram idéias sobre o inferno eterno para assustar os seus seguidores  e  levá-los a obedecê-los, cegamente, atando-nos ao medo terrível deste eterno sofrimento e, em contra-partida, criaram a ideia do céu... e há céu para todos os gostos, inclusive, para os prazeres da carne...
Nós é quem criamos nosso céu ou inferno interior, e as nossas más ações leva-nos ao remorso, culpa e arrependimento e, consequentemente, ao pagamento de nossas "dívidas", contraídas no tribunal da nossa consciência, e esse resgate pode acontecer nesta ou na próxima reencarnação...
Assistir missas, cultos e participar de sessões espíritas ou outras praticas religiosas, dízimo e ofertas no gazofilácio ou doações materiais, não nos credenciam ao céu, que tantos almejam enganados pelas mentiras e distorções da verdadeira moeda, que nos permite usufruir das benesses do paraíso, que é a caridade, o bem e a bondade, o amor e o perdão das ofensas, plenos de bons sentimentos e não eivado de máculas e maldades... Esse é o passaporte para paz de espírito e acesso às faixas mais elevadas da espiritualidade, quer dizer, do céu...
O que está no íntimo de cada um constitui o lugar, do umbral, onde expiará suas más ações contra o semelhante...
O homem, inativo, sentado em uma nuvem e tocando harpa pelo resto da existência é um contra-senso á justiça de Deus e, em breve, ficaríamos cansados de tanto "dolce far niente..." 
Viver no ostracismo, na estagnação de uma existência vazia pela eternidade seria condenar-nos à loucura...
A lei universal da evolução contínua, tem infinitas possibilidades de regeneração e ajustes pelos nossos erros cometidos contra essa mesma Lei...
A chance é para todos... e nos acena com a luz do Evangelho de Jesus, portanto, urge que estudemo e aprendamos, com o Mestre Galileu, a estrada que nos conduzirá ao seu aprisco...
Amor ao próximo é o resumo de tudo.
E quem é o meu próximo? Todas as pessoas, indistintamente, com as quais convivemos no dia a dia e nas esferas espirituais, quando se tornam nossos verdugos... os criminosos, corruptos e malfeitores, criminosos de todo jaez, esses, são os nossos irmãos em evolução que, ainda, não alcançaram a luz das verdades eternas e, neles, está a nossa oportunidade.
É a falta de conhecimento dos mecanismos da lei de causa e efeito que nos impede de entender, compreender e aceitar os trânsfuga das leis como irmão em evolução...
Perdoar é compreender e deixar de odiar!
Disse, Jesus: " Amai os vossos inimigos e os que vos caluniam e perseguem..." Porque Ele sabia do poder mágico do perdão que nos conduz à paz do coração e nos livra das doenças que nos imantam no corpo físico e espiritual..
Amar é o céu e odiar é o inferno... dentro de nós!

Itanhaém, 07 de fev de 2016

Jose Aloísio Jardim    ( Sêo Jardim )


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Domínio

                                                     ( Crônica de mim mesmo )

Fui dominado, inexplicavelmente, pelo desejo de escrever, contos, poesias, fatos da vida, corriqueira ou não, daqueles que caminham pela via-crucis do cotidiano, mas, o que gosto mesmo é de falar nas minhas mal traçadas linhas, de amor e dor, amor carnal, amor platônico, sentimentos e emoções da alma imortal, descompassada e feminina, masculina... e duplicada entre dois caminhos!
Nos meus tempos de criança já nos umbrais da puberdade, enquanto meus amigos brincavam e se divertiam nos folguedos próprios daquele estágio de crescimento, ficava a ler e escrever sobre tudo que me aparecesse, porém, era nas veredas da poesia que minha alma crescia...
É bem verdade, que sempre gostei de musica clássica, sertaneja de raiz, romântica e outros gêneros...  
Lia, meus livros, ouvindo Chopin, Bethoven, Litz, Ravel, Straus... porém, o que mais me deixava triste era a minha falta de "ouvido" para a música, pois, não conseguia tocar nenhum instrumento, por mais simples que fosse, e isso me deixava decepcionado comigo mesmo, ( mea culpa...) até o momento em que passei a entender que, cada pessoa, tem lá os seus dons... e que não são iguais para todos, mas, quando se quer uma coisa, realmente, do fundo da nossa alma, a gente consegue fazer, os chamados "milagres..."
O que é preciso é descobrir o que você gosta de fazer, qual é o seu domínio sobre o que ... e o meu, era escrever, entre outros, profissionalmente, dizendo, pois, gostava do campo da administração, de empresas e pessoas, na área da hotelaria e gastronomia, e assim fiz, da minha vida, um eterno aprendizado nestas áreas e viés da minha capacidade intelectual...
Hoje, em dia, me dedico a escrever e ouvir as musicas clássicas, no silêncio do meu mundo interior, aprendendo e "trabalhando" minhas opções de viver e ser, sou, até, posso dizer: Sinceramente, feliz!
Apesar das minhas preferências, tudo me interessa conhecer, estudar e aprender: Todos os assuntos, sem distinção, pois, acho que a vida é um eterno aprendizado para que possamos ser melhores para os nossos semelhantes, amando e compreendendo, perdoando e auxiliando os menos favorecidos pela sorte ou pelo seu "carma", compulsório, haja vista...
O tempo, esse mestre, impávido, nos mostra o caminho para ser o que deveríamos ser... porém, o esforço é de cada um no que nos compete...
Term uma coisa que não gosto: É de aniversário! É uma chatice, uma mesmice, sempre a mesma musiquinha do " parabéns à você..." acho, sinceramente, um horror! Ter que cortar o bolo, brindar e abraçar... É um pé no sac... Agora, do Natal, eu gosto quando é só a família,  para agente fazer oração e lembrar do aniversariante, que é, sempre, esquecido...
As comemorações, não passam de comércio, essa é a verdade, nua e crua!
Sou, em suma, um pesquisador da obviedade, pois, tudo é um fato já consumado!


Oferta:
Domino o tempo, a saudade e as lembranças,
Domino tudo sem falácias, nem à esmo,
Sou como aquelas índigas e cristais crianças,
Especiais... bem dentro de mim mesmo!

Itanhaém, 05 de fev de 2016

Jose Aloísio Jardim   (Sêo Jardim )

Cara fechada

Perguntou-me, meu amigo João:
" - José, porque você esta com essa cara fechada?"
Respondi-lhe:
" - É que, ensombrado, esta o meu coração... e as rugas despontam,
como consequência do envelhecimento das minhas emoções, no meu rosto,
mas, ainda bem, que não é mês de agosto,
senão, seriam confundidas, como sintomas de cachorro louco."

É comum, a gente ficar de "cara fechada", por qualquer motivo ou sem ele...
São aqueles vincos, que costumam aparecer na nossa face, quando alguma coisa nos preocupa, pois, ficamos ensimesmados nos nossos pensamentos, que teimam em não nos abandonar, por longo tempo, como se fosse uma escada, em espiral, voltada para o nosso mundo íntimo, porém, sem chegar a uma conclusão sobre o objeto da nossa preocupação, aí, eles despontam de maneira insidiosa, nos causando um certo desconforto, ao aparecer como vivo, mas, estando meio morto... pois, nossas emoções e sentimentos, são os que aparecem e fenecem, pelos sulcos da nossa face, abertos pela pá do tempo, inexorável, que não se abala com as rogativas genuflexas, de nossos pedidos de clemência pela senilidade, que enfraquece as faculdades do intelecto, nos mostrando o caminho da solidão sob o amparo da saudade!
É por isso, que, às vezes, estou de "cara fechada!"
Nada mais a declarar!

Itanhaém, 05 de fev. de 2016

José Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Cartinha

Itanhaém, 04 de fevereiro de 2016.

Meu inesquecível amor.
Estou morrendo de saudade pela tua ausência, já nem consigo comer direito, e nada tem gosto para mim...
Olho para a vida e não vejo nada que me agrade, tudo parece igual...
O sol não tem mais aquele brilho, quando nas tardes fagueiras, saíamos a passear pelos campos verdejantes e floridos, onde os passarinhos, parece que faziam festa com a nossa chegada, cantando como loucos varridos, como a nos dar as boas vindas no arrebol...
As noites são lúgubres e fantasmagóricas, diferente daquelas onde trocávamos juras de amor e beijos, lascivamente, inocentes...
No meu trabalho, onde labutava para construir, um dia, o nosso ninho, já não me dá o prazer do labor que tinha ao traçar os nossos planos de um  futuro, com nossos rebentos correndo pelo quintal numa algazarra danada... ( Quantos? Não me lembro mais, faz tanto tempo...)
Hoje, a maldita saudade veio me azucrinar a alma, perdida nas lembranças do nosso passado e das coisas boas que sonhávamos construir...
Lembra das nossas brincadeiras, com nossos amigos, bebendo e conversando sobre futilidades?
Tudo parecia perfeito...
Hoje, a realidade é uma dolorosa maneira de ser triste, vivendo dentro de mim as lembranças do que foi o nosso amor e a nossa ilusória felicidade, que passou como passam as brisas de verão...
Sei que, um dia, a gente vai se encontrar, mas, enquanto esse encontro não se consuma na sua plenitude, vou, por a cá, desfilando minhas lamúrias, na doce ilusão de que essa cartinha lhe dê um pouco da paz que anseia o meu coração... 
Talvez, este encontro, seja de maneira não programada e a gente se cruze pela estrada, num barzinho, na praia ensolarada ou na intercecção das ruas assombradas, que a vida aproxima os casos mal resolvidos...
ET Estou morrendo de saudade!..
Mas, espere um pouco... vou enterrar essa saudade no cemitério das ilusões perdidas!

Beijos!

Itanhaém, 04 de fev de 2016

Jose Aloísio Jardim   (  Sêo Jardim )

Ninguém muda ninguém

Nada mais sou, apenas, o que sou!
Tua ausência, está dentro de mim!
Caminhando, só, pela vida eu vou!

Visito tua presença em meu ser,
Pergunto se posso entrar e ficar,
Somente um instante, ao teu lado!

Vivo entre escombros na saudade,
Do que foi o nosso amor...
Me afogo no silêncio!

Não sei quem está certo ou errado,
Acho, mesmo, é que houve um engano,
Portanto, vou em busca de uma nova rotina!

Não busco mais um porto seguro... Para quê?
Navegarei em outros mares... e o meu barco,
Sem âncora e sem vela seguirá novos rumos...

Somos, assim, dois navegantes no mar da vida,
Ninguém muda... se não quer mudar:
Tu és o que tu és e eu sou o que sou:
Nesta vida... Neste mar!

Itanhaém, 04 de fev de 2016

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

Brumas, indeléveis... no jardim

Nosso coração, é como se fosse um jardim, florescendo, intermitentemente, ( como as estações do ano ) e as flores, são os nossos sentimentos e emoções que, se não forem bem cultivadas, com carinho e amor, regadas pelo bem querer, certamente, teremos uma gleba árida e escaldante, onde nada de bom itá nascer, que serão os nossos pensamentos, palavras e ações, sem render nenhum fruto que sirva para aplacar a fome da paz, concórdia e fraternidade entre os semelhantes, portanto, veja bem o quanto é importante cuidar deste jardim, para que floresça, espalhando alegria e otimismo, senão, a colheita será de frutos amargos, como o fel do cálice das dores...
É por esta ( uma das razões ), que muitos relacionamentos acabam se deteriorando nas estradas da vida, sem perspectivas ou alternativas, que sustentem mãos dadas na mesma direção, e acaba, cada um, indo para lados opostos...
Quantas vezes, somos açoitados pelo azedume das palavras vãs, das picuinhas e da intolerância aos nossos pequenos defeitos ( quem não os tem? ), às nossas deficiências...
Quantas e tantas outras somos preteridos, esquecidos e desdenhados, sem antes ter-nos ouvido e nem depois sermos escutados?...
Para não desfilar um rosário de penitências sem clemência, deixo aqui, um rascunho, resumido, do que pode ser ou evitar, as brumas que embaçam a visão das uniões conjugais, neste jardim eterno, que é o coração do homem, que, muitas vezes, em vez de céu se transforma na fornalha do inferno...
Portanto, ame, perdoe e entenda, para que a vida não se transforme em uma, ininterrupta, contenda...
As brumas, indeléveis... no jardim, se dissipam, evolando-se no ar, somente com o exercício do verbo amar conjugado com o perdoar, nas veredas sinuosas dos sentimentos e das emoções, quando aprendemos a doar, incondicionalmente!
Aí, as flores florescem em mil cores e matizes, nos corações, felizes, de todos os amores!

Itanhaém, 04 de fev de 2016

Jose Aloísio Jardim   ( Seo Jardim )