Itanhaém, 04 de fevereiro de 2016.
Meu inesquecível amor.
Estou morrendo de saudade pela tua ausência, já nem consigo comer direito, e nada tem gosto para mim...
Olho para a vida e não vejo nada que me agrade, tudo parece igual...
O sol não tem mais aquele brilho, quando nas tardes fagueiras, saíamos a passear pelos campos verdejantes e floridos, onde os passarinhos, parece que faziam festa com a nossa chegada, cantando como loucos varridos, como a nos dar as boas vindas no arrebol...
As noites são lúgubres e fantasmagóricas, diferente daquelas onde trocávamos juras de amor e beijos, lascivamente, inocentes...
No meu trabalho, onde labutava para construir, um dia, o nosso ninho, já não me dá o prazer do labor que tinha ao traçar os nossos planos de um futuro, com nossos rebentos correndo pelo quintal numa algazarra danada... ( Quantos? Não me lembro mais, faz tanto tempo...)
Hoje, a maldita saudade veio me azucrinar a alma, perdida nas lembranças do nosso passado e das coisas boas que sonhávamos construir...
Lembra das nossas brincadeiras, com nossos amigos, bebendo e conversando sobre futilidades?
Tudo parecia perfeito...
Tudo parecia perfeito...
Hoje, a realidade é uma dolorosa maneira de ser triste, vivendo dentro de mim as lembranças do que foi o nosso amor e a nossa ilusória felicidade, que passou como passam as brisas de verão...
Sei que, um dia, a gente vai se encontrar, mas, enquanto esse encontro não se consuma na sua plenitude, vou, por a cá, desfilando minhas lamúrias, na doce ilusão de que essa cartinha lhe dê um pouco da paz que anseia o meu coração...
Talvez, este encontro, seja de maneira não programada e a gente se cruze pela estrada, num barzinho, na praia ensolarada ou na intercecção das ruas assombradas, que a vida aproxima os casos mal resolvidos...
ET Estou morrendo de saudade!..
Mas, espere um pouco... vou enterrar essa saudade no cemitério das ilusões perdidas!
Beijos!
Itanhaém, 04 de fev de 2016
Jose Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
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